Bloqueada ajuda para a Palestina

Estados Unidos e Israel insistem em negociações directas que resultem na criação de um Estado palestino sem reservas
Estados Unidos e Israel insistem em negociações directas que resultem na criação de um Estado palestino sem reservas

O Congresso (Parlamento) dos Estados Unidos da América (EUA) bloqueou uma ajuda de 200 milhões de dólares norte-americanos destinados aos palestinos, como reacção à decisão da Autoridade Palestina de pedir o reconhecimento como um Estado na ONU.
Os membros dos comités de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes e de Relações Exteriores do Senado congelaram o fundo até que o tema do Estado palestino seja solucionado, afirmou à agência AFP uma fonte parlamentar, confirmando uma notícia do jornal britânico The Independent.
Esta ajuda económica é independente da assistência em termos de segurança, cujo bloqueio é considerado contraproducente pelos congressistas norte-americanos, que temem a perda da capacidade das forças de segurança palestinas de aplacar a violência contra Israel. Uma coligação de congressistas democratas e republicanos está furiosa com a medida palestina de pedir a sua inclusão como membro de pleno direito da ONU.
Tanto os EUA como Israel insistem que apenas negociações directas poderão produzir a um acordo que resulte na criação de um Estado palestino.Os palestinos precisam mostrar flexibilidade e retornar à mesa de diálogo, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, durante uma entrevista à emissora egípcia Al Hayat, transmitida no sábado.
“Quero que os palestinos tenham o seu próprio Estado, quero que possam governar-se por eles mesmos, mas sabemos que os palestinos devem mostrar interesse em retomar as negociações”, disse Hillary Clinton, segundo uma transcrição da entrevista publicada pelo Departamento de Estado (Ministério das Relações Exteriores).
“O presidente Barack Obama e eu desejamos ver um Estado palestino, e fui publicamente a favor disso desde os anos 90”, mas, para consegui-lo, “queremos ver ambas partes de volta à mesa de diálogo”, completou. “Aconteça o que acontecer na ONU, a não ser que consigamos que os palestinos e os israelitas negociem sobre as fronteiras do Estado, as medidas de segurança, o que acontecerá em Jerusalém, a questão dos refugiados, a água e todos os assuntos que sabemos que devem ser resolvidos, não vamos criar esperanças sem estarmos certos de poder cumpri-las”, declarou a secretária de Estado norte-americana.
O Conselho de Segurança da ONU iniciou as suas primeiras consultas sobre a histórica solicitação do pedido de adesão de um Estado palestino às Nações Unidas apresentado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas. Os EUA já anunciaram que se for necessário vetará uma possível aceitação do pedido por parte do Conselho de Segurança.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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