Aumenta salário mínimo em São Tomé

Trabalhadores querem melhores salários
Trabalhadores querem melhores salários

O salário mínimo em São Tomé e Príncipe deve aumentar em 21,7 por cento, atingindo um milhão de dobras (moeda local), equivalente a cerca de 40 euros, contra as 800 mil dobras (32,5 euros) ainda em vigor.
O anúncio foi feito ontem à tarde pelo secretário-geral da União Geral dos Trabalhadores – Central Sindical (UGT-CS) e o valor resulta das negociações que decorreram durante os últimos dois dias no Conselho de Concertação Social.
Foram várias horas de negociações e de análise da situação financeira interna e internacional entre o governo e as duas centrais sindicais do arquipélago, nomeadamente a UGT e a Organização Nacional dos Trabalhadores (ONTSTP), que chegaram a um acordo quanto ao aumento salarial na Função Pública a partir de Janeiro de 2012.
“Conseguimos subir um pouco o salário mínimo de 800 mil dobras para um milhão de dobras”, disse à imprensa Costa Carlos, secretário-geral da UGT-CS.
O dirigente sindical explicou ainda que os trabalhadores do Estado que recebem um salário médio também terão uma melhoria nos seus rendimentos mensais. “Na base nós conseguimos um aumento de 21,7 por cento, e ao meio da tabela e no topo conseguiu-se um aumento da ordem de 21 por cento”, adiantou Costa Carlos.
Esta percentagem de aumento acordada entre as partes praticamente não abrange os trabalhadores que gozam do chamado “regime privativo”. “Os funcionários que recebem no quadro do regime privativo, tais como professores, médicos e enfermeiros, mantêm a situação. Melhora-se o salário de base e automaticamente vai também melhorando todos os outros subsídios que eles recebem”, disse o líder da UGT.
“Os professores, por exemplo, beneficiam dos subsídios de hora de sábado, de docência, tudo isso é ajustado automaticamente em função do aumento do salário de base”, explicou.

O governo e as duas centrais sindicais comprometeram-se ainda a trabalhar no sentido de encontrarem outros incentivos que possam melhorar a situação sócio-económica dos trabalhadores.
Uma fonte governamental, contactada pela agência Lusa, reconhece que “a grelha salarial a ser implementada a partir de 2012 não satisfaz as necessidades básicas da classe, mas é o que a situação financeira do país permite neste momento”.
Foram dois dias de negociações que se prolongaram pela noite dentro e que acontecem numa altura de forte pressão dos sindicatos sobre o governo.
Só este mês já houve duas greves no país. Uma foi a dos funcionários da Autoridade Geral de Regulação e a outra foi a dos médicos.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Dombele Bernardo

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