Assad promete reformas políticas

Presidente sírio Bashar al Assad (à esquerda) disse que vai acabar com grupos armados
Presidente sírio Bashar al Assad (à esquerda) disse que vai acabar com grupos armados

O presidente sírio, Bachar al-Assad, afirmou ontem que o seu regime está a preparar  reformas políticas e, ao mesmo tempo, prometeu acabar com os “bandos armados” que, segundo ele, procuram desestabilizar o país.
“As medidas que tomamos concentram-se em dois focos, as reformas políticas e a luta contra os bandos armados”, afirmou, diante dos ministros das Relações Exteriores da Venezuela e Cuba, que visitaram Damasco à frente de uma delegação da  Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas).
Em cidades como Duma, no subúrbio de Damasco, e Homs, a terceira maior do país, Exército e milícias pró-governo enfrentam todos os dias grupos armados.
No resto do país, o temor é de que o conflito se expanda e transforme o território sírio num novo Iraque ou no Líbano dos anos 1980, com disputas sectárias. “As pessoas estão com medo do que pode acontecer. Poucos têm coragem de dizer isso, mas todos os sírios sentem medo do que está por vir”, disse um sunita de uma família tradicional de Damasco. “Eu amo Bashar, ele é a única salvação da Síria”, afirmou um jovem cristão.
“O regime ainda está intacto e Assad não corre risco nos próximos seis meses. Mas um conflito civil de baixa intensidade vai prosseguir de forma crónica”, diz Ayham Kamel, especialista em assuntos  sírios da consultoria de risco político Eurasia.
Os opositores armados, antes do fracasso de uma resolução que condenava o regime sírio no Conselho de Segurança, tinham a esperança de uma acção internacional.
Na crise síria, os mais radicais a favor de Assad são cristãos, muçulmanos alauitas e drusos. Seculares da maioria muçulmana sunita defendem o governo com reticências.

O país conta com vários grupos religiosos.

 

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

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