Argentinos vão às urnas em eleição que deve reeleger Cristina Kirchner

Cristina Kirchner em campanha em Buenos Aires.
Cristina Kirchner em campanha em Buenos Aires.

A Argentina realiza, neste domingo, eleições presidenciais. A atual presidente Cristina Kirchner é favorita para conseguir outro mandato de quatro anos. Segundo pesquisas de opinião, ela deve receber mais votos que todos os candidatos da oposição juntos. Mais de 28,5 milhões de eleitores também renovam parte da Câmara e do Senado.

Cristina Kirchner, advogada de 58 anos, obteve 50,7% dos votos nas primárias abertas, no dia 14 de agosto, e nas últimas pesquisas mantinha uma vantagem de mais de 35 pontos sobre os outros candidatos.

Mais de 28,8 milhões de argentinos estão habilitados a votar nessas eleições, quando também renovam metade da Câmara dos deputados, um teço do Senado e elegem governadores de nove das 24 províncias do país. As urnas ficarão abertas até as 18 horas (horário local) e os primeiros resultados oficiais devem ser conhecidos depois da meia-noite.

Para evitar um segundo turno, Kirchner deverá obter 45% dos votos ou 40% e uma diferença de dez ou mais pontos sobre o segundo candidato. Se as pesquisas se confirmam, Kirchner, que encabeça a Frente para la Victoria (peronista) tem como vice-presidente o atual ministro da Economia, Amado Boudou, será a primeira mulher a ser reeleita para um segundo mandato na história do país.

A única incógnita parece ser o nome do candidato da oposição que terá a maior quantidade de votos. As últimas pesquisas antecipavam um resultado para o segundo lugar ajustado, entre o socialista Hermes Binner, da Frente Ampla Progressista (FAP), e o candidato, Ricardo Alfonsín, do Udesco, filho do ex-presidente argentino, Raul Alfonsin, que morreu em 2009. Depois deles, segundo as pesquisas, ficariam os peronistas dissidentes Alberto Rodríguez Saá e o ex-presidente Eduardo Duhalde.

O governo de Cristina espera também recuperar a maioria na Câmara dos deputados, depois da dura derrota que sofreu nas legislativas intermediarias de 2009, por causa de uma rebelião dos produtores agrícolas contra um imposto para as exportações, um ano antes.

Kirchner votará em Rio Gallegos, a 2.600 km ao sul de Buenos Aires, cidade natal de seu falecido marido e antecessor, Néstor Kirchner, que morreu em 2007.

Um dos principais pontos da campanha de Cristina foi a redução do nível de pobreza, que hoje chega a 8,3% (dois milhões de pessoas nas 31 principais cidades), depois de ter alcançado índices muito altos no final dos anos 90.

 

Fonte: RFI

Foto: Reuters

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