Ambientalistas desenvolvem uma campanha para combater a captura da tartaruga marinha

Desde que arrancou o projecto de carácter ambiental muitos animais já foram salvos

A Rede Maiombe, organização angolana defensora da preservação do meio ambiente, realiza, há uma semana, uma campanha de desencorajamento da captura de tartarugas marinhas.

Desde que arrancou o projecto de carácter ambiental muitos animais já foram salvos

A campanha, realizada em parceria com o Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da universidade pública Agostinho Neto, começou na província de Luanda e estende-se a outras regiões da zona costeira, disse, na terça-feira, à Angop, o secretário-geral da Maiombe.
Rafael Neto afirmou que a campanha, denominada “Kitabanda”, surgiu por haver quem destrua os ninhos das tartarugas para o consumo dos ovos e da carne e utilizar a carapaça como ornamentação.
A campanha, referiu, é mais intensa nas zonas onde os sinais da captura do animal são mais evidentes. Além destes, sublinhou, há sinais, verificados pelos ambientalistas, que mostram que a tartaruga marinha enfrenta outros riscos, o que torna necessário realizar “um trabalho árduo para a sua conservação” em toda a zona costeira.
As comunidades e os utilizadores das principais praias são os alvos da campanha, a quem são dadas informações sobre a importância de proteger as tartarugas marinhas e o meio onde vivem.
A campanha permitiu o registo de mais de 2.600 tartarugas, a protecção de 1.800 ninhos e que 140 mil pequenos daqueles répteis chegassem ao mar em segurança.
Este trabalho de carácter científico e ambiental envolveu cientistas, estudantes e residentes na zona costeira.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: AFP

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