Agências de rating atribuem nota máxima

Klaus Regling lembrou que a China tem sido um bom investidor em obrigações
Klaus Regling lembrou que a China tem sido um bom investidor em obrigações

O presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, disse ontem que as três maiores agências de notação financeira confirmaram o rating AAA a este instrumento de socorro do euro, depois de introduzidas as alterações às regras de funcionamento do fundo.
As agências norte-americanas Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch, que controlam 95 por cento do mercado de rating mundial, mantiveram o triplo A na avaliação do risco de crédito do FEEF, após a entrada em vigor, a 18 de Outubro, da flexibilização da capacidade efectiva de empréstimo do fundo aos países da moeda única em dificuldades.
A ampliação da dotação do fundo para poder emprestar até 440 mil milhões de euros demorou praticamente três meses até ser activada, o que só aconteceu depois de os 17 países da Zona Euro terem ratificado nos seus parlamentos as alterações propostas numa cimeira europeia a 21 de Julho.
A confirmação da manutenção do rating AAA acontece dias depois de os líderes de países da moeda única terem já dado um novo passo no sentido do reforço do fundo de resgate do euro. Esse foi um dos pontos assentes na última cimeira em Bruxelas, onde, após uma intensa ronda negocial, a Zona Euro acordou ampliar o raio de acção do FEEF, dotando-o de um efeito de “multiplicação” da sua capacidade de acção.
A ideia dos líderes da Zona Euro é a de optimizar os cerca de 250 mil milhões de euros de que o fundo dispõe – descontados os montantes das tranches dos empréstimos concedidos até agora a Portugal, Irlanda e Grécia – para cerca de um bilião de euros. Para Klaus Regling, “a confirmação da melhor nota possível mostra a confiança depositada na Zona Euro para esta restabelecer a estabilidade financeira” dos Estados membros.
De visita sexta-feira a Pequim, Klaus Regling lembrou que a China tem sido um bom investidor em obrigações emitidas pelo fundo e disse esperar que a segunda maior economia global continue a olhar para o FEEF como um investimento seguro.

Fonte: Jornal de Angola

Foto: AFP

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