Advertência da ministra do Comércio contra a retracção do sector do retalho

Idalina Valente alerta para o facto de o comércio retalhista estar a perder terreno no mercado formal para ganhar no informal
Idalina Valente alerta para o facto de o comércio retalhista estar a perder terreno no mercado formal para ganhar no informal

A ministra do Comércio, Idalina Valente, afirmou na quarta-feira, em Luanda, existir uma grande concentração de grossistas e importadores em determinadas regiões do país e uma ausência total de armazéns com variedade de produtos em quantidades suficientes para abastecer os retalhistas de outras províncias.
A ministra, que intervinha na abertura de um encontro que manteve com os administradores municipais, adjuntos e comunais, além de directores provinciais das Actividades Económicas e dos Serviços Comunitários, disse ter constatado que o comércio a retalho desapareceu, ganhando terreno no mercado informal.
“A Lei das Actividades Comerciais define que quem exerce o comércio a grosso não pode exercer o comércio a retalho. No caso concreto do nosso país, tendo em conta as especificidades, precisamos, efectivamente, de discernir o retalhista do grossista”, declarou a titular do pelouro do Comércio.
Uma das consequências disso, apontou, é a inoperância da rede de distribuição a nível do território nacional, além de que o grossista passa a afigurar-se como o principal concorrente do próprio retalhista, actuando em locais próximos do cidadão que necessita do produto.
Por esse motivo, a governante declarou pretender uma articulação funcional entre os responsáveis sectoriais e os gestores da administração do território dos diferentes níveis para um conhecimento profundo da lei no que diz respeito à normalização da actividade comercial e, desta forma, melhorar-se de facto a actividade dos mercados. “Se nós não conseguirmos estabelecer a articulação funcional entre os responsáveis sectoriais e os gestores da administração do território a diferentes níveis, no sentido de conhecerem devidamente o que está  preceituado na lei em relação à normalização da actividade comercial, dificilmente se poderá inverter o quadro”, acrescentou.
Realizada nas instalações do governo provincial de Luanda, o encontro visou recolher contribuições para a definição de novas normas regulamentares, sendo o primeiro de dois que devem ter lugar na província de Luanda.

 

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: Jornal de Angola

DEIXE UMA RESPOSTA