A banda larga em expansão

Há programas no país que promovem o acesso à banda larga por todos os segmentos
Há programas no país que promovem o acesso à banda larga por todos os segmentos

O secretário-geral da União Internacional das Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, afirmou na segunda-feira estar absolutamente convencido de que a banda larga será a tecnologia que vai revolucionar, no século XXI, a vida das pessoas e de todos os sectores.
Na sua mensagem de abertura da Cimeira de Liderança de Banda Larga, lida no Centro de Conferências de Genebra, durante o Fórum Internacional de Telecomunicações, disse que a banda larga vai ajudar a oferta de melhorias radicais nas áreas da saúde, educação, transporte, suprimentos e serviços de utilidade dos governos.
Além disso, referiu que vai ajudar a acelerar o progresso no sentido dos governos cumprirem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, cuja meta deve ser alcançada até aos próximos três anos.
Hamadoun Touré pediu aos governos para terem cuidado para não correrem o risco de criarem um mundo de ricos e pobres da banda larga. “Devemos, portanto, intensificar os nossos esforços para tornar o acesso às redes de banda larga e serviços equitativos e acessíveis a todos os povos do mundo, onde quer que vivam e qualquer que seja o seu meio”, defendeu. “Vamos medir o progresso e publicar, anualmente, rankings de cada país para quantificar e avaliar o progresso de banda larga à volta do mundo”, garantiu.  Desde a criação da Comissão de Banda Larga, no ano passado, pela União Internacional das Telecomunicações e pela Agência das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a questão da sua acessibilidade tem feito parte da agenda política de todo o mundo, sublinhou Hamadoun Touré. “Estou muito contente e afirmo que a banda larga é cada vez mais difundida e mais acessível em todos os lugares”, acrescentou.
O seu objectivo é que, durante o Fórum Internacional de Telecomunicações, a questão da acessibilidade seja abordada no sentido de colocar essa tecnologia ao serviço do desenvolvimento social e económico sustentável. “Gostava de ver um mundo onde os indivíduos ricos e pobres possam estar ligados à sociedade do conhecimento global”, concluiu.

Josina de Carvalho| Genebra

Fonte: Jornal de Angola

Fotografia: JA

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