Vila de Maquela com falta de água

As autoridades tradicionais da localidade de Maquela do Zombo, na província do Uíge, pediram aos responsáveis governamentais para envidarem esforços no sentido de ser instalado um sistema de abastecimento, tratamento e distribuição de água potável.
Ao usarem da palavra durante uma visita que a ministra da Energia e Água, Emanuela Vieira Lopes, efectuou à localidade, as autoridades tradicionais manifestaram-se preocupadas pela falta deste serviço, o que tem feito com que a população consuma água imprópria.
Em resposta, a ministra disse que o problema vai ser resolvido o mais breve possível, tendo pedido um pouco mais de paciência aos habitantes. “Estamos a resolver o problema da água, da mesma maneira como resolvemos o da energia. É preciso apenas que tenham calma, que a água chegará até vós”, concluiu.
A localidade já beneficia de energia eléctrica proveniente da barragem de Capanda, na província de Malange, projecto que está a abranger 210 residências.
O administrador municipal de Maquela do Zombo, António João “Socolov”, reconheceu que o facto de a energia eléctrica proveniente de Capanda não chegar ainda a todos os bairros do município é uma situação triste, mas assegurou que, nos próximos tempos, mais habitantes vão ser beneficiados.
A ministra afirmou que a fase mais importante do processo tem a ver com a conclusão das obras da linha de alta tensão que levou a energia ao município de Maquela do Zombo, sendo que isso permitiu algumas ligações domiciliárias, projecto que alcançará igualmente o município da Damba.
Além disso, esclareceu que o processo de distribuição de energia eléctrica às demais populações faz parte de um outro projecto que começa a ser executado brevemente.
Emanuela Vieira Lopes chamou a atenção dos munícipes de Maquela do Zombo para a necessidade de construírem bem as suas casas e colocarem aparelhos seguros de recepção e distribuição do produto. “A energia vai ser instalada apenas nas residências que tenham condições para o efeito. Continuamos a apelar a população a não construirem bem as suas residências”, alertou.

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