Telemóvel aumenta risco de cancro e pode ser tão nocivo como o tabaco

A Organização Mundial de Saúde OMS) alertou que a radiação de telemóveis pode causar cancro no cérebro e inseriu o aparelho numa lista de substâncias “possivelmente cancerígenas”.
A OMS refere que um grupo de 31 cientistas de 14 países, incluindo os Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de telemóveis. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, não existem estudos suficientes para concluir se a radiação dos telemóveis é segura, mas há dados bastantes que apontam para a necessidade de se alertar aos consumidores dos perigos do uso do aparelho.
O tipo de radiação que sai de um telemóvel é chamado de não ionizante. Não é como um Raios X, mas assemelha-se a de um forno de micro-ondas de baixa potência, lê-se no site. “O que a radiação do telemóvel faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas, cozinha o cérebro”, disse Keith Black, neurologista do Centro Médico Cedars Sinai, em Los Angeles.
A Agência Europeia do Ambiente afirmou que os telemóveis podem ser tão nocivos para a saúde pública como o tabaco, o amianto e a gasolina e pediu mais estudos sobre a matéria. O líder de um instituto de pesquisa do cancro da Universidade de Pittsburgh enviou um memorando a todos os funcionários, pedindo a diminuição do uso do telemóvel por causa de um possível risco de cancro.
O anúncio da OMS pode obrigar a reforçar a segurança. Os governos costumam usar a lista da Organização Mundial de Saúde de classificação de risco cancerígeno como orientação para as recomendações de regulamentação ou acções.

Proximidade de antena

Quem vive até 100 metros de uma antena de telefonia móvel tem 33 por cento mais risco de morrer de cancro do que a população geral, conclui uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.
A engenheira Adilza Condessa Dode cruzou dados sobre mortes por tumores entre 1996 e 2006 em Belo Horizonte com áreas onde essas pessoas moravam e a localização das antenas. Num raio até mil metros das antenas, o risco foi maior. “O celular pode ser desligado, mas a antena, não”.
O médico Edson Amaro, professor de radiologia da Universidade de São Paulo, afirma que o estudo não é fechado. Isto é, não foram controlados os hábitos de quem morava perto das antenas. O engenheiro Alvaro Augusto Salles, professor de telecomunicações na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, criou um modelo do cérebro baseado na tomografia de uma criança para simular efeitos da radiação.
Explica que as ondas têm efeitos térmicos (por isso a orelha fica mais quente quando se usa o celular) e não térmicos. Os riscos são maiores nas crianças, cujos tecidos se reproduzem mais rápido.
Salles diz que, quando usamos o celular encostado à orelha, 75 por cento da energia que é usada na ligação é absorvida pela cabeça.

Fonte: Jornal de Angola

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