Recolha do lixo tem novo modelo

O novo modelo de recolha e tratamento dos resíduos sólidos pretende ser uma resposta eficaz aos grandes focos de lixo que se registam nas ruas da capital, afirmou na terça-feira o director da Empresa de Saneamento e Limpeza de Luanda (Elisal), Antas Miguel, durante a apresentação do modelo.
“Com este novo modelo queremos não só acabar com o lixo na cidade, que é o nosso maior objectivo, mas também exigir dos cidadãos e das operadoras que connosco trabalham maior responsabilidade e eficiência”, sublinhou.
Tendo por objectivo melhorar os serviços prestados pelas operadoras nos nove municípios de Luanda, o novo modelo tem como entidade fiscalizadora a Elisal, cujo director considera que o do lixo “é um problema da cidade e não apenas da empresa, das operadoras ou sectores, mas de todos, enquanto indivíduos que coabitam em sociedade”.
Sobre a responsabilidade primária na recolha de resíduos, Antas Miguel sublinhou ter de ser um compromisso dos próprios munícipes. “Podemos desenhar vários sistemas ou modelos, mas se as pessoas não estiverem conscientes e mobilizadas de como o sistema vai funcionar, nada vamos resolver”, afirmou, esclarecendo que se trata de um processo de integrado, no qual os utentes devem participar no processo de financiamento.
Nessa perspectiva, anunciou que os munícipes vão passar a pagar uma taxa de limpeza que será incluída na factura da Empresa de Distribuição de Energia Eléctrica (EDEL). “Decidimos, neste novo sistema, implementar este item, porque sentimos que a responsabilidade de limpar a cidade não passa apenas pelo governo da província de Luanda ou da Elisal.
A responsabilidade passa por todos nós, enquanto pessoas humanas e munícipes de Luanda. Se contribuirmos para tal, acredito que vamos poder ter uma Luanda mais limpa e salutar para se viver”, disse Antas Miguel.
Mas além dos deveres, os munícipes também têm o direito de denunciar à concessionária uma má prestação dos serviços da operadora no seu bairro ou município”, sempre que assim aconteça. No que toca à prestação de serviços de limpeza e saneamento, esclareceu que as operadoras terão de mais responsáveis naquilo que são os critérios exigidos pela concessionária. “O novo contrato já não admite que uma ou outra operadora diga que só tem um carro ou que não pode recolher lixo na zona tal por falta disso.

Quem não tem capacidade não entra”, referiu, acrescentando que “os munícipes não querem saber das causas, querem, sim, ver o lixo recolhido”. Para Antas Miguel, a cidade de Luanda está a crescer com novas centralidades e nessas áreas vão ser introduzidos critérios de limpeza mais modernos, incluindo a recolha selectiva por zonas. Sobre o novo método de recolha de lixo, a reportagem do Jornal de Angola ouviu alguns munícipes e todos foram unânime em dizer que “é bem-vindo e que Luanda tem de se apresentar sempre limpa”. Cândida Rodrigues, uma anciã, referiu que Luanda antigamente não registava amontoados de lixo. “A medida é boa, porque os nossos filhos e netos têm que ver uma cidade limpa.”

Fonte: Jornal de Angola

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