Queimadas destroem polígonos florestais

O director provincial do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no Cunene, Abel Alcino Zamba, mostrou-se ontem preocupado com as queimadas nas florestas da província, com maior incidência nos municípios da Cahama e Cuvelai.
Em declaração à Angop, Abel Alcino Zamba disse que o IDF tem registado com frequência, principalmente nesta época do ano, várias queimadas praticadas por agricultores e caçadores furtivos da província da Huíla.
“Estas queimadas estão a pôr fim às matas naturais e aos polígonos florestais, porque quando ardem já não se regeneram”, frisou.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal afirmou que estas práticas contribuem para a desertificação e destruição da camada de ozono e apelou às populações locais para denunciarem todos os que praticam tais actos, colocando em risco o plano do Executivo sobre a preservação da biodiversidade. Abel Zamba lembrou que do ponto de vista ecológico as queimadas eliminam as espécies animais e vegetais. “Além disso, existem implicações económicas, porque muita gente depende das florestas para vários fins, que vão desde o sustento das famílias, a utilização da madeira e em alguns casos os medicamentos”, disse. Durante os últimos três meses, o Instituto de Desenvolvimento Floresta registou quatros incêndios florestais, sendo dois na Cahama e igual número no Cuvelai.

Fonte: Jornal de Angola

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