Quatro pessoas morreram mordidas por cães raivosos

As autoridades sanitárias da província de Cabinda notificaram em Março e Abril 20 casos de mordeduras de cães, que provocaram a morte de quatro pessoas, das quais um adulto e três crianças.
De acordo com o chefe do Departamento da Saúde Pública e Controlo de Endemias, António Tati, que falava ontem à imprensa, as autoridades estão preocupadas com o aumento assustador de pessoas mordidas por cães não vacinados contra à raiva.
“As mortes ocorreram dias depois de serem mordidas por cães e, face aos sintomas que apresentavam, diagnosticou-se como causa do falecimento a raiva”, revelou.
Para alterar o quadro, António Tati revelou que as autoridades da saúde e o Departamento de Serviços Veterinários adstrito ao Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural vão realizar, a partir da próxima segunda feira, uma campanha de vacinação contra a raiva de cães e gatos e recolher os animais vadios.
António Tati apelou aos criadores de cães e de outros animais de estimação para prestarem mais atenção aos respectivos animais, vacinando-os sempre que for necessário.
O chefe de Departamento provincial dos Serviços Veterinários em Cabinda, José Casimiro, garantiu que a instituição dispõe de doses suficientes de vacinas para a campanha, pese embora estar a decorrer desde Janeiro de 2011, a vacinação de rotina.
De igual modo, as autoridades sanitárias, a nível da Província de Cabinda, registaram ao longo do primeiro semestre do ano em curso, a morte de 29 crianças, devido ao surto de sarampo, que assola a região e arredores.

O chefe de Departamento da Saúde Pública e Controlo de Endemias, António Tati, que revelou o facto, acrescentou que no mesmo período notificaram 528 casos de Sarampo.
Dos 528 casos notificados, 497 ocorreram no município de Cabinda, sete no Cacongo, 21 no Buco-Zau e três no Belize. Os bairros Lombo-Lombo, Tchimpindi e Amílcar Cabral, arredores da cidade de Cabinda, são as áreas mais afectadas com a doença.
Segundo o interlocutor, neste momento, todas as crianças com sarampo estão a ser internadas no centro médico de Povo-Grande, embora algumas mães fujam do hospital por falta de corrente eléctrica.Para António Tati, esta situação está a provocar a disseminação da doença, já que as mães ao abandonarem o hospital, por falta de corrente eléctrica dificulta o trabalho das autoridades, pois, que tal procedimento contribui para o surgimento de outras crianças contaminadas com a doença.
O responsável recordou que desde 5 de Maio que está em curso a campanha de vacinação contra o sarampo, dirigida à crianças dos zero aos 5 anos, um processo que esta a ser assegurado por 22 mil doses de vacinas.
À margem da campanha da vacinação, disse, a secretaria provincial da saúde vai promover campanhas de sensibilização porta- a- porta no interior dos bairros, aldeias e escolas. Entre outros sintomas do Sarampo, salienta-se a apresentação de ligeira febre, tosse seca e gripe. Cinco dias depois, surge febres associadas com erupção cutânea, complicações oculares (vistas) e respiratórias.

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