Projectos económicos na Matola garantem centenas de empregos

Maputo tem mais postos de trabalho
Maputo tem mais postos de trabalho

Mais de 500 milhões de dólares foram investidos nos últimos oito meses para financiar 50 projectos empresariais no município moçambicano de Matola. Do investimento resultou a criação de pelo menos dois mil empregos.
Na sua comunicação ao Fórum Empresarial da Matola, realizado ontem naquela cidade, o administrador municipal, Arão Nhancale, apontou como exemplos desses investimentos, a instalação, já em curso, de um parque industrial na zona do Língamo, num investimento de três milhões de dólares de capitais conjuntos portugueses e moçambicanos.
Estão também em curso o projecto de uma unidade de produção de equipamentos de construção civil e mobiliário, no valor de 15 milhões de dólares, e a construção de um complexo composto por um hotel e centro comercial na zona da Machava, num investimento estimado de 2,5 milhões de dólares.
Outros projectos de relevo, segundo Arão Nhancale, têm a ver com a implantação de uma fábrica de montagem de viaturas na Machava, e a construção daquela que deve ser a maior unidade de produção da multinacional Coca Cola na África Austral, para cuja implantação o Município da Matola já aprovou a concessão de uma área de 20 hectares.
O antigo “mayor” da província sul africana de Mphumalanga, Mathews Phosa, actual presidente do Maputo Corridor Ligistics Initiative (MCLI) falou dos desafios da integração regional para o desenvolvimento de negócios, tendo chamado à atenção para a viabilidade das parcerias entre as pequenas e médias empresas, sublinhando o papel que o “Corredor de Maputo” pode jogar no desenvolvimento dos negócios na região.
O Fórum Empresarial da Matola é um espaço de debate criado no quadro da governação aberta e participativa daquele município, que segundo o seu presidente, é agora uma plataforma que se pretende dinamizadora do diálogo nacional sobre a perspectiva de desenvolvimento económico da Matola.
Cerca de três centenas de empresários nacionais e estrangeiros participaram no encontro, ao qual estiveram igualmente presentes a governadora da província de Maputo, Maria Elias Jonas, académicos, investigadores, políticos e representantes de organizações da sociedade civil.

 

Revisão do orçamento

Por outro lado, a revisão do Orçamento do Estado moçambicano foi aprovada na semana passada pela Assembleia da República, para alinhar os objectivos desenhados pelo Governo de perseguir o desenvolvimento económico e social do país, face aos constrangimentos impostos pela conjuntura internacional.
Dos pressupostos macroeconómicos, que ditaram a revisão do OE, a valorização do metical assume papel decisivo, já que reduz o valor do fluxo de recursos externos. O PIB, taxas de juro e inflação são outros pressupostos que ditaram a revisão.
É que a conjuntura económica internacional continua a ser marcada pela alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis (que escasseiam em resultado dos conflitos políticos nos países produtores, casos da Líbia e outros da região do Médio Oriente) e pelos efeitos da crise económica e financeira internacional. Foi esta conjuntura, de efeito contagiante, que ditou a alteração das variáveis macroeconómicas internas e forçou o Executivo a rever o Orçamento.
A pressão para a subida generalizada de preços de consumo (inflação), a alteração na previsão do Produto Interno Bruto (PIB), a subida das taxas de juro internas e a alteração na previsão das taxas de câmbio do metical em relação ao dólar, foram os pressupostos macroeconómicos internos.
No entanto, o peso das alterações cambiais reveste-se de particular importância na decisão da revisão orçamental pelo Executivo moçambicano, uma vez que desde o último trimestre do ano passado o metical tem vindo a valorizar-se significativamente, face à moeda norte-americana.
O fenómeno da valorização do metical “amputa” o valor dos recursos externos que a economia recebe do exterior, quer em forma de donativos, quer em forma de investimentos. O impacto negativo da valorização do metical face ao dólar atinge, directamente, todos os financiamentos que o país recebe do exterior.
Face a esta situação, o Governo reavaliou as necessidades em termos de recursos externos e determinou, no Orçamento revisto, uma taxa de 32,9 meticais por dólar, contra os anteriores 36,7, para minimizar o desgaste imposto pela apreciação da moeda nacional.

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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