Ler Agora:
Projecto para construção de casas aguarda acordo com empreiteira
Artigo completo 4 minutos de leitura

Projecto para construção de casas aguarda acordo com empreiteira

O projecto para a construção de três mil casas sociais no Luena, província do Moxico, concebido pelo Executivo, encontra-se numa fase de negociação entre o governo provincial e a empresa encarregue da estruturação do terreno.
O vice-governador para as infra-estruturas, Manuel Lituai, que prestou esta informação ao Jornal de Angola, esclareceu que os contactos entre o governo e a empresa passam por um trabalho de arruamento e drenagem das águas pluviais e a posterior definição da data do arranque da construção das moradias.
O governo da província está a trabalhar na selecção das empresas que vão encarregar-se da execução deste projecto, face às orientações do Ministério do Urbanismo e Construção.  Lembrou que o projecto de três mil fogos abrange, numa primeira fase, o município sede da província e admitiu a existência de um outro de autoconstrução dirigida que vai abranger 200 casas noutras localidades.
O projecto, considerado um dos maiores em termos de infra-estrutura habitacional na província, vai beneficiar os cidadãos com baixo rendimento. O vice-governador explicou que as obras vão ter início assim que forem concluídos os serviços de base no terreno onde vai ser implementado o projecto.
“Há muitos problemas por resolver, desde a habitação, saúde, educação, assuntos que o Executivo está a solucionar a seu tempo”, disse. Joaquim Tchipoia, 55 anos, funcionário público, considera o projecto uma grande vantagem para a província e diz que a população aplaude a iniciativa do Executivo que pretende aumentar a qualidade de vida das populações.
“Os nossos filhos vão poder beneficiar destas residências, já que, mesmo casados, mas sem residência, são obrigados a coabitar juntos. Por isso, acho oportuna a construção dessas três mil casas sociais numa província como a do Moxico, que há muito se debate com o problema de infra-estruturas”, disse.
Cristel Teresa, 22 anos, estudante, congratula-se com o esforço do Executivo, uma vez que a província necessita de infra-estruturas e que os jovens beneficiem deste bem que tem constituído um grande quebra-cabeças.
“A cidade do Luena está a crescer, o número de habitantes que temos hoje não é o mesmo que tínhamos há 10 anos e a maior parte dos habitantes vive em condições péssimas,” lamentou.

Ravinas

Uma equipa integrada por técnicos do Ministério do Urbanismo e Construção e do Planeamento analisou, com o governo da província, a melhor via para se estancarem as ravinas que tendem a devastar algumas zonas da região.   O vice-governador reconheceu que a solução para as ravinas no Luena passa por um estudo global da bacia hidrográfica em que a cidade se situa, mas alertou que antes de tudo o mais se deve atacar o problema da drenagem das águas pluviais que influenciam as erosões.
“A solução não passa por tapar esta ou aquela ravina, mas por um projecto de curto, médio e longo prazo, acompanhado por técnicos especializados, para se dar um desfecho definitivo à situação,” referiu. Alertou ainda as populações para não construírem em locais de risco e evitarem ocupar as áreas de drenagem das águas das chuvas. Acrescentou que, para acautelar eventuais situações, o governador da província criou recentemente uma comissão para estudar o processo de desalojamento da população em zonas consideradas de risco.

 

 

Fonte: Jornal de Angola

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado. Os campos com são obrigatórios *

Input your search keywords and press Enter.
Translate »