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Proibido consumo de carnes da RDC
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Proibido consumo de carnes da RDC

O secretário da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas de Cabinda avisou, ontem, naquela cidade, a população da província que não deve consumir carne abatida de cabra e de ovelha proveniente do Congo Democrático e do Congo Brazzaville.
O aviso deve-se ao facto de haver naqueles países uma epidemia viral que afecta rebanhos de caprinos e de ovinos. A interdição ao consumo de carnes das duas espécies animais, disse João Tati Luemba, tem como objectivo primário acautelar a transmissão da doença a pessoas e a animais saudáveis.
Face à perigosidade, frisou, o Executivo publicou o Decreto-Lei nº 4 /04 de 3 de Agosto, que proíbe a entrada no país de animais vivos, material genético, produtos e subprodutos de origem animal das espécies caprina e ovina provenientes da República Democrática do Congo e do Congo Brazzaville.
O secretário provincial esclareceu tratar-se de uma doença viral, altamente perigosa, que afecta rebanhos de ovinos e caprinos.
João Luemba anunciou que para manter a fiscalização do cumprimento do Decreto-Lei, a Secretaria Provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas colocou em todas zonas fronteiriças e, sobretudo, onde se pratica o comércio transfronteiriço, técnicos ligados aos serviços veterinárias da instituição.
“Estamos a fazer tudo para impedir que a doença se alastre facilmente ao país, com a entrada de animais”, disse, referindo as fronteiras de Yema, Massabi, Necuto, Beira Nova, Tchimbuandi e Mbaca Nkossi, na Comuna de Tando-Zinze, como aquelas onde se pratica o comércio transfronteiriço.

Mais incentivos são necessários

Sobre o sector agrícola na província, considerou que os resultados são razoáveis, mas disse serem precisos mais incentivos aos agricultores para, dentro de cinco a seis anos, a região ser auto-suficiente em termos alimentares. A província, disse, possui quadros suficientes em todos os municípios, a nível do Instituto de Desenvolvimento Agrícola (IDA), da estação experimental de São Vicente e de pequenos agricultores, para desenvolver a actividade agrícola. Mas, sem apoios técnicos, materiais e financeiros nada pode ser feito, frisou, lamentando que o sector regista poucos investimentos.
João Luemba referiu ser imprescindível a contribuição do sector agrícola no amplo processo de combate à pobreza e à fome e que para o êxito do programa em Cabinda é necessário resolverem-se três problemas que incidem no aumento do custo de vida, cujas soluções passam pela instalação de unidades agro-industriais de transformação, quer de produtos de origem animal, quer de fabrico de rações, construção de um porto pesqueiro, para acostagem de pequenas e médias embarcações pesqueiras, e maiores investimentos na área de mecanização.

Fonte: Jornal de Angola

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