Profissionais consideram que Estatuto do jornalista pode alterar actual quadro

Namibe – O Projecto de Decreto sobre o Estatuto do Jornalista apresenta-se, entre o conjunto do Pacote Legislativo da Comunicação Social que hoje, sexta-feira, vai ao debate, na cidade do Namibe, como o que mais desperta interesse no seio da classe jornalística.

Numa breve abordagem hoje, a Angop constatou uma propensão dos profissionais locais para as questões contidas no “Projecto de Decreto sobre o Estatuto do Jornalista”, no que se refere à entidade a quem competirá a atribuição da carteira profissional, o acesso à profissão (artigo 3º), às incompatibilidades e categorias (artigos 4º e 5º do capítulo 1).

João Upale jornalista do Jornal de Angola no Namibe defende, a propósito, que um estagiário deve ser credenciado pela entidade contratante (empregador), ao contrário da pretensão de atribuição de carteira de estagiário pela Comissão de Ética e Deontologia, como propõe o projecto de Decreto.

“Devido ao curto período de estágio, compete a identificação daquele à entidade empregadora e nunca à Comissão de Ética. Esta Comissão deve cuidar da identificação dos profissionais”, defendeu, antes de enaltecer o artigo referente às incompatibilidades.

Por seu lado, o jornalista Elias Guito, quanto às categorias, defendeu que sejam objecto de avaliação periódica, de modo a subir também de categoria, ao contrario do acontece: jornalistas com longos anos de serviço permanecem na mesma categoria.

Sobre a carteira profissional, disse ser necessário que a Comissão de Ética trabalhe com as direcções dos recursos humanos dos interessados à carteira, com vista a cuidarem da certificação, das competências, tempo de trabalho entre outros pormenores.

Fonte: Angop

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