Presidente Saleh afirma estar bem após ataque ao palácio presidencial

A rádio oficial iemenita divulgou uma breve mensagem de áudio do presidente Ali Abdullah Saleh, na qual ele afirma que está bem após ter ficado ligeiramente ferido no bombardeamento de sexta-feira contra o palácio presidencial em Sanaa.
“Estou bem, estou em boa saúde”, afirmou o chefe de Estado na mensagem, afirmando ainda que o bombardeamento contra a mesquita do palácio presidencial provocou sete mortos.
Uma fonte do partido do governo disse que Saleh ficou “ligeiramente ferido na cabeça” no ataque contra o palácio presidencial, pelo qual as autoridades acusaram o chefe tribal xeque Sadek Al Ahmar.
Outro membro do partido no poder disse à France Presse que Saleh foi atendido no hospital do Ministério da Defesa, mas negou dar detalhes sobre o estado de saúde do chefe de Estado.
O presidente iemenita acusou os “filhos de Al Ahmar” -em referência ao xeque e seus seguidores – pelo ataque e apelou às forças armadas para “limpar as instituições do Estado”.O palácio presidencial foi atingido por mísseis na sexta-feira, na esteira dos confrontos entre as forças de Saleh e militantes do Hashid, que transformaram Sanaa num campo de batalha desde 23 de Maio.Os mísseis atingiram a mesquita do complexo, no momento em que Saleh e vários membros do governo rezavam durante a oração de sexta-feira. Foi a primeira vez que os militantes tribais atacaram directamente o palácio de Saleh.

Desmentido do governo

Autoridades do Governo iemenita afirmaram ontem que o presidente Ali Abdullah Saleh não deixou o país e permanece na capital Sanaa onde foi assistido após o ataque ao palácio presidencial.
A notícia do ataque contra Ali Saleh foi divulgada pela rede de televisão Al Arabiya após a confirmação de que quatro membros do Governo tinham sido gravemente feridos pelos mísseis lançados ao palácio e que foram transferidos para a Arábia Saudita para tratamento.O vice-ministro da Informação do Iémen negou que Saleh tivesse sido levado ao país vizinho para tratamento e que continuava na capital iemenita, “sem a mínima intenção de deixar o país”.
De acordo com agências de notícias os quatro dirigentes que estão em hospitais da Arábia Saudita são o primeiro-ministro iemenita, Ali Mohammed al Muyawar, o presidente da Câmara Alta do Parlamento, Yehia el Rai, o vice-primeiro-ministro para os Assuntos de Defesa e de Segurança, Rashad al Alemi, e o secretário adjunto do Partido do Congresso Geral Popular, Sadiq Amin Abu Ras.

Europa retira cidadãos

A União Europeia (UE) activou ontem os mecanismos para ajudar e coordenar a operação de retirada dos europeus residentes no Iémen que queiram sair do país devido à violência, anunciou a chefe da diplomacia europeia.
“Activei o mecanismo de protecção civil da União Europeia para ajudar a facilitar a retirada dos cidadãos europeus que desejem sair” do país, afirmou Catherine Ashton, em comunicado.
O governo de França também pediu aos franceses para que abandonem o Iémen de imediato, um pedido que também o Reino Unido fez aos seus cidadãos.
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros exortou novamente o Presidente iemenita, Ali Abdallah Saleh, para que renuncie ao poder.
“Apelei várias vezes para que o Presidente Saleh escutasse as exigências do povo iemenita”, afirmou, acrescentando que “a única resposta à situação é um compromisso verdadeiro e imediato a favor de uma transição pacífica e ordenada” do poder.

Fonte: Jornal de Angola

DEIXE UMA RESPOSTA