Presidente e Primeiro-Ministro são feridos durante um ataque

O Presidente e o Primeiro-Ministro do Iémen foram feridos, ontem, durante um ataque contra a mesquita do palácio presidencial, informaram as autoridades iemenitas.
O ataque que feriu Ali Abdullah Saleh e Ali Muhammad Mujawar foi perpetrado por seguidores do líder da tribo Hashed, Sadiq al-Ahmar, e provocou a morte de quatro guardas republicanos.
O porta-voz do Congresso Popular Geral (CPG), Tarek Shami, informou que “o Presidente, o Primeiro-Ministro, o presidente do Parlamento e várias personalidades políticas que assistiam à oração de sexta-feira na mesquita do palácio presidencial, foram feridos pelos disparos de obuses”.
Shami acusou o chefe da tribo Hashed de ter “ultrapassado todos os limites toleráveis”. Testemunhas disseram que mais de dez explosões foram registadas num bairro habitado por diplomatas no sul de Sanaa, onde as forças de segurança enfrentavam milicianos da tribo Hashed, e que houve explosões perto do palácio presidencial.
Na quinta-feira, uma unidade dissidente do exército foi bombardeada pelas forças governamentais. Testemunhas revelaram que posições da unidade liderada pelo general dissidente iemenita Ali Mohsen Al Ahmar, cujas tropas protegem manifestantes em Sanaa, foram atacadas.Tiros de morteiro atingiram posições da I Divisão Blindada, do general Al Ahmar, na zona da Praça da Mudança e diante da Universidade de Sanaa, reduto dos protestos contra o Presidente Ali Abdullah Saleh.
Dois disparos atingiram o muro da Universidade, mas não provocaram vítimas. O ataque ocorreu durante uma batalha no norte da capital entre tropas leais ao Presidente Abdullah Saleh e homens do chefe tribal xeque Sadek Al Ahmar, que se uniu ao movimento de oposição ao Governo.Até ao momento, as forças do general Al Ahmar, que abandonaram o Presidente iemenita em Março, têm-se mantido à margem da batalha em Sanaa.
O movimento popular que começou em Janeiro contra o Governo de Ali Saleh, no poder desde 1978, foi pacífico até Maio, quando a revolta deu lugar a confrontos armados na capital.

O Presidente do Iémen, Ali Abdullah Seleh, pediu ao homólogo senegalês, Abdoulaye Wade, que faça contactos com os Estados Unidos e a França para um cessar-fogo imediato e eleições, nas quais promete não participar. A informação foi divulgada pela presidência do Senegal.
“O Presidente Saleh solicitou a intervenção do Presidente Wade diante da França, Estados Unidos, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outros países para criar as condições para um cessar-fogo imediato e a programação de eleições livres e transparentes”, afirmou a presidência senegalesa no comunicado.
De acordo com o comunicado dos serviços de apoio ao Presidente Abdoulaye Wade, Ali abdullah Seleh garante que vai aceitar os resultados do escrutínio.
“O Presidente Saleh assegurou que não pensa apresentar-se às eleições”, lê-se no texto publicado depois de uma reunião por telefone na quinta-feira entre Saleh e o Chefe de Estado senegalês, que é presidente, também, da Organização da Conferência Islâmica (OCI).
Durante a entrevista, Saleh explicou ao Presidente Wade que “a revolta que ocorre no seu país foi impulsionada por forças externas apoiadas pela Al Qaeda, que procura semear o caos e a desordem no Iémen”. O Senegal anunciou estar disposto a acolher o Presidente iemenita, mas este respondeu que prefere “ficar no país”.

Fonte: Jornal de Angola

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