Prémio Rómulo Gallegos para autor Ricardo Piglia

O escritor argentino Ricardo Piglia foi distinguido com o Prémio Internacional Rómulo Gallegos, pelo romance “Blanco Nocturno”. O livro do argentino – que em português tem como título “Alvo Noturno” – foi escolhido entre 12 finalistas por um júri composto pela escritora mexicana Carmen Boullosa, vencedora do ano passado, o colombiano William Ospina, e o escritor venezuelano Freddy Castillo Castellanos, que anunciou o vencedor, na sede da Casa de Estudos Latino-Americanos Rómulo Gallegos, em Caracas.
Com este prémio, que consiste num diploma e numa bolsa de 45 mil dólares , Piglia junta-se à lista de vencedores de edições anteriores, entre os quais se contam o mexicano Carlos Fuentes e dois Nobel da Literatura: o peruano Mario Vargas Llosa e o colombiano Gabriel García Márquez.
“Alvo Noturno” é, segundo o autor, “um romance de personagens” sobre a vida numa aldeia que se altera quando, em 1972, chega Tony Durán, um porto-riquenho mulato com os bolsos cheios de dólares obtidos de forma duvidosa, que se envolve numa relação com as irmãs gémeas Ada e Sofia Belladona, meninas bem lá do sítio, e é assassinado, colocando o nome daquela família nas bocas do mundo.
O triângulo amoroso serve de mote para contar o resto da história da família Belladona, que inclui um avô coronel, dois irmãos varões, Lucio e Luca, donos de uma fábrica em ruínas e marcados pela tragédia, um padre confinado a uma cadeira de rodas e abandonado por duas mulheres – a primeira fugiu com um encenador, a segunda fechou-se em casa a ler de manhã à noite -, e as versões revistas e aumentadas das suas andanças, relatadas pelos paroquianos no Club Social ou na mercearia de Madariaga.
Ricardo Piglia, nasceu em 1940 em Adrogué, uma província de Buenos Aires, licenciou-se em História na Universidad Nacional de la Plata e é actualmente professor de Literatura Latino-Americana na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Fonte: Jornal de Angola

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