Polícia de Intervenção comemora aniversário

A Polícia de Intervenção Rápida (PIR), órgão operacional do Comando- Geral da Polícia Nacional, comemorou ontem o seu décimo nono aniversário.
Criada em 1992, por ocasião da visita do Papa João Paulo II a Angola, tem como missão principal prevenir a delinquência, manutenção da ordem pública, combate a distúrbios e garantir a integridade territorial.
A Polícia de Intervenção Rápida, afirmou o Comandante-Geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, “está preparada para intervir em agitações de massas que ponham em causa a ordem pública. Por isso, todos os oficiais, subchefes e agentes da corporação devem estar em permanente formação e requalificação”.
Ambrósio de Lemos, que falava no acto de integração de novos efectivos, disse que, com os novos membros, “começa um vasto processo, que visa o rejuvenescimento deste importante ramo da Polícia Nacional”.
Terminada a guerra, disse Ambrósio de Lemos, “a Polícia de Intervenção Rápida dá os primeiros passos de injecção de sangue novo nas suas fileiras. Se ontem a corporação estava de mãos dadas com as Forças Armadas na conquista da paz e garantia da integridade territorial, hoje as suas atenções devem estar viradas para a sua tradicional missão, que é impedir distúrbios e outras acções que perturbem a ordem pública”.
Ambrósio de Lemos solicitou aos efectivos da Polícia de Intervenção Rápida para manterem o estado de prontidão à altura das exigências da sociedade e uma elevada resposta a situações pontuais, de modo a neutralizar focos de violência e restabelecer a ordem.
Para celebrar a data, realizam-se nas unidades da Polícia de Intervenção Rápida, actividades sociais, recreativas e culturais.

Contra a violência

A propósito do aniversário, o comandante da Polícia de Intervenção Rápida, comissário Alfredo Lourenço Quintino, garantiu que a corporação está preparada para neutralizar focos de violência e restabelecer a ordem e tranquilidade no país.
O oficial o precisou que, ao longo destes anos, a Polícia de Intervenção Rápida evoluiu em termos de meios técnicos e humanos e tem mantido o estado de prontidão à altura das exigências da sociedade.
“Evoluímos muito ao nível das unidades, forças e em meios técnicos indispensáveis para as nossas missões. Hoje temos uma capacidade operativa nacional invulgar”, disse o comissário Alfredo Lourenço Quintino.
A Polícia de Intervenção Rápida tem acompanhado atentamente o evoluir da situação operativa no território nacional, disse o comandante, para quem, nesta altura, esta força especializada está em condições de reforçar qualquer unidade ou subunidade da polícia de ordem pública quando a situação assim o exigir. “Neste momento, em termos de meios técnicos, praticamente não temos dificuldades, portanto neste capítulo a Polícia de Intervenção Rápida está muito bem servida”, reconheceu.

Presença nacional

A Polícia de Intervenção Rápida está representada em dez províncias por batalhões e, a partir daí, movimenta-se para outras regiões onde não está presente para banir eventuais distúrbios. “Pensamos ter capacidade de, em menos de 24 horas, estarmos presentes nos locais onde não estamos representados”, frisou o comissário.
Lourenço Quintino reconheceu que a manutenção das forças da Polícia de Intervenção Rápida é onerosa, razão pela qual se criaram zonas de responsabilidade de cada unidade, em dez províncias: Cabinda, Zaire, Uíge, Malanje, Huambo, Lunda-Norte, Moxico, Benguela, Huíla e Luanda.Quanto aos desafios para os próximos tempos, o comissário Lourenço Quintino disse que a Polícia de Intervenção Rápida vai continuar a apostar na profissionalização dos seus quadros e, para tal, conta com os apoios da cooperação espanhola, cubana e portuguesa.
Integram a Polícia de Intervenção Rápida as unidades Anti-Terrorismo (UAT), Anti-Distúrbios (UAD) e de Veículos Blindados (UVB).

* Com Angop

Fonte: Jornal de Angola

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