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Peste suína mata animais na Aldeia Nova
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Peste suína mata animais na Aldeia Nova

A Direcção-Geral dos Serviços de Veterinária abateu até ao final do mês de Maio, no Projecto Aldeia Nova, município da Cela (Kwanza-Sul) 3.223 animais com peste suína. A informação foi dada ontem, pelo epidemiologista Norberto Pinto.
A Direcção-Geral dos Serviços de Veterinária tomou tais medidas depois dos resultados das análises feitas no laboratório Onderstpoort, na África do Sul, confirmarem que os animais estavam a morrer de peste suína.
Sacrificar os porcos disse, Norberto Pinto, é a medida recomendada pela Organização Mundial da Sanidade Animal, para controlar o surto da doença. Os animais estão a ser abatidos e incinerados.
A Direcção-Geral dos Serviços de Veterinária enviou para o local uma equipa técnica, para limitar o acesso à fazenda onde foram detectados os porcos doentes, proibir o movimento de animais, reforçar as medidas de segurança e melhorar as condições higiénicas sanitárias.
Norberto Pinto informou que a Angola tem registado alguns surtos de peste suína pequena dimensão, sobretudo nas províncias do centro e sul de Angola: “o surto que surgiu em Abril último é de maior escala devido ao elevado número de efectivos animais no aldeamento”.

Medidas preventivas

Norberto Pinto disse que para evitar o surgimento de novos surtos da doença no Projecto Aldeia Nova foi necessário abater e incinerar grande quantidade de animais das explorações pecuárias na zona. A peste suína não tem cura nem há vacina específica contra a doença, pelo que as medidas higiénicas e sanitárias e de biosegurança adoptadas no Projecto Aldeia Nova são as mais recomendadas para prevenir o alastrar da epidemia. Norberto Pinto esclareceu que a peste suína não se transmite ao homem.
Além de sanidade animal, a Direcção-Geral dos Serviços de Veterinária proíbe o consumo de carnes provenientes de animais mortos por qualquer doença. Terminada a fase de abate, referiu que os técnicos que se encontram no Projecto Aldeia Nova iniciaram a fase de limpeza e queima de todo o material e o tratamento de dejectos, executando as medidas higiénicas sanitárias de desinfestação e desinfecção.
Após esta fase, meia dúzia de animais clinicamente saudáveis são colocados no local para servirem de sentinela: “os animais são vigiados pela equipa técnica para saber da existência ou não dos sintomas da doença. Se não apresentarem problemas concluímos que a doença foi sanada no aldeamento”, afirmou. Norberto Pinto disse que os técnicos vão continuar as pesquisas, num raio aproximado de 10 quilómetros à volta do Projecto Aldeia Nova, para saber da presença ou não de algum surto ou de outro foco de peste suína na área.
Os criadores de porcos no conhecido Projecto Aldeia Nova registaram grandes prejuízos. A Direcção-Geral dos Serviços de Veterinária afirma que ainda não identificou a origem da peste, mas antes da confirmação dos resultados da análise, a doença matou mais de quinhentos animais.

Fonte: Jornal de Angola

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