Palestinianos mantêm a decisão de ter um país membro da ONU

Os palestinianos estão decididos a reclamar a condição de Estado na Assembleia-Geral da ONU, em Setembro, afirmou o presidente Mahmud Abbas durante uma reunião da direcção palestiniana em Ramallah, na Cisjordânia.
A reunião do comité central do movimento Al Fatah e do comité executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), sob a autoridade da Abbas, concentrou-se nos preparativos do pedido de adesão à ONU de um Estado Palestino com base nas fronteiras de 1967 (Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém Leste).
“Há quem diga que a nossa decisão de ir à ONU é uma manobra táctica da nossa parte  mas nós consideramos que é uma medida necessária se fracassarem as negociações”, disse Abbas.
O presidente palestiniano realçou ainda que “até agora não houve um plano político aceitável para as negociações de paz com Israel”.
Os Estados Unidos e vários países europeus como Alemanha e Itália, aliados de Israel, opõem-se à iniciativa de Abbas apresentar o pedido de adesão à ONU.
Outros, como França e Espanha, mantêm aberta a sua opção, dando a entender que podem reconhecer um Estado palestiniano.

Reunião do Quarteto de Paz marcada para Julho nos EUA

O ministro dos Negócios Estrangeiros de França, Alain Juppé, anunciou a realização em Julho, em Washington, de uma reunião do Quarteto de Paz para o Médio Oriente (Estados Unidos, Rússia, União Europeia, ONU) e reiterou que a proposta francesa de uma conferência para reactivar o processo de paz não foi descartada.
“No dia 11 de Julho é realizada uma reunião do Quarteto em Washington, com o objectivo de chamar ambas as partes a novas negociações, com base no discurso de Barack Obama e da proposta francesa”, declarou Juppé no programa Grand Jury/RTL/Le Monde.
“A nossa iniciativa não está morta e se tudo der certo, temos a conferência pela paz que a França propôs”, explicou o ministro. O presidente norte-americano, Barack Obama, pronunciou-se no dia 19 de Maio pela primeira vez a favor de negociações sobre um Estado palestiniano com base nas fronteiras de 1967, que inclui a Cisjordânia, Jerusalém Leste e a Faixa de Gaza, o que Israel continua a recusar.

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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