Os Jovens do Prenda animam “Musongué”

O programa Musongué da Tradição deste mês, que decorre no domingo, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda, vai juntar antigos integrantes do conjunto Jovens do Prenda, com particular realce para Chico Montenegro, Don Caetano, Zecax, Baião e Augusto Chacaia.
Estêvão Costa, responsável do espaço, disse que o “muzongué” tem a participação dos artistas António Paulino, Dominguinho e Jaburu. O público vai recordar os sucessos dos Jovens do Prenda com artistas que gravaram os seus temas: “pretendemos fazer com que os apreciadores da música angolana produzida nos anos 70 e 80 possam recordar os seus melhores momentos”, disse Estêvão Costa. O público vai ter a oportunidade de ouvir temas que marcaram uma determinada época do “music hall” nacional, particularmente na vertente do semba.
Os Jovens do Prenda – grupo criado em Luanda, foi um dos primeiros em Angola a ter reconhecimento internacional.
Formado em 1968. passaram pelo conjunto Manuelito Maventa (viola solo), Zeca Kaquarta (tambor), Napoleão (puita) e Juca (dikanza). No mesmo ano adoptaram o nome “Jovens da Maianga” e, finalmente em 1969, passaram a ter a designação actual, quando entrou José Keno, o guitarrista emblemático dos Jovens do Prenda, vindo dos “Sembas”.
Com a sua entrada ficou completa a primeira formação: José Keno (viola solo), Zé Gama (baixo), Luís Neto (voz), Kangongo (tambor baixo) e Chico Montenegro (tambor solo). Os Jovens do Prenda têm uma sonoridade exclusiva, obtida pela fusão de ritmos locais com forte influência de um importante músico que fez história na música popular do Congo Democrático, o guitarrista Dr. Nicó.
Passaram pelo grupo grandes guitarristas como Mingo, Alfredo Henrique e Diogo Sebastião “Quintino”. Após um período de ausência, entre 1974 e 1981, o grupo reaparece com o lançamento do primeiro álbum intitulado “Música de Angola, Jovens do Prenda”, posteriormente reeditado com o títiulo “Mutidi”. O segundo álbum, “Samba-Samba”, foi lançado em 1992, período em que se regista a saída de Gaby Monteiro, um dos integrantes mais emblemáticos.
O grupo sofreu posteriormente várias remodelações, mas continua activo até à actualidade, o que permitiu ainda a produção de mais dois discos “Kudicola Kwetu, (2003) e “Iweza”, (2010).

Fonte: Jornal de Angola

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