O desafio agrícola

O declínio da produção agro-pecuária angolana parece ter finalmente estancado. De 1975 a 1992, mercê da guerra, o país perdeu a sua posição de grande produtor mundial e passou de exportador a importador da maioria dos alimentos que consome. A contribuição da agricultura para o PIB estava então nos 8% e, com a estabilidade político-militar alcançada em 2002, passou para 10%. Hoje, a economia rural, que engloba a agricultura e agro-pecuária, já é o segundo maior sector produtivo depois do petróleo. O mérito do desenvolvimento agrícola não se mede apenas pelo potencial económico, mas, sobretudo, pelo emprego que absorve — 60% a 70%, ou seja dois terços da população.

Devido à sua inegável importância para o futuro do país, a questão da inovação e desenvolvimento agrícola foi objecto de um seminário organizado pelo Ministério da tutela e a empresa Agromundo.

Marcos Nhunga, director-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), defendeu que o modelo de desenvolvimento do sector deve ser centrado na agricultura familiar e no apoio às comunidades rurais, do qual fazem parte cerca de 2,6 milhões de famílias. Acrescentou que “a agricultura contribui para a eliminação da fome e da pobreza das populações rurais e promove a sua integração no desenvolvimento socioe-
conómico do país”. Em Angola, contudo, ainda é uma actividade de subsistência que gera uma produção limitada de excedentes para comercialização.

Fonte: exame angola

DEIXE UMA RESPOSTA