Mulheres sauditas foram convocadas para desafiar a proibição de conduzir

As mulheres sauditas foram convocadas, ontem, pelas redes sociais da Internet, para começarem a conduzir automóveis no único país em que isso lhes está vedado.
A campanha Women2drive, iniciada há dois meses nas redes sociais, deve continuar “até a publicação de um decreto real que autorize as mulheres a conduzirem“, afirma a página do Facebook do movimento.
As mulheres são convocadas a agir individualmente, ao contrário de um desfile de mulheres ao volante de 1990, no qual as participantes foram detidas.
“As autoridades devem deixar de tratar as mulheres como cidadãos de segunda categoria e abrir as estradas do reino às mulheres motoristas“, afirma a organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI), num comunicado.
Nenhuma lei impede as mulheres de conduzirem, mas as autoridades sauditas baseiam-se num édito religioso promulgado no reino, cujas leis são inspiradas numa interpretação rigorosa do Islão, e na oposição dos religiosos e dos meios conservadores para manterem a proibição.
As mulheres, se querem andar de carro, têm de contratar um motorista ou, caso não tenham recursos, depender da boa-vontade dos homens da família.
A responsável da campanha é Manal al-Sharif, que saiu da prisão, em 30 de Maio, depois de ter estado duas semanas detida por ter desafiado a proibição e divulgado no Youtube um vídeo em que aparecia ao volante de um carro.

Fonte: Jornal de Angola

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