Muita pobreza em Cangandala

O governador de Malange, Boaventura Cardoso, reconheceu que no município de Cangandala, 28 quilómetros a sudoeste da sede da província, “existe muita pobreza e miséria”.
O governador, que falava durante um encontro com autoridades tradicionais do município, disse que a situação é muito difícil na medida em que “ainda faltam hospitais nas comunas de Caribo e Cula Magia. A água consumida pelas populações é imprópria. Faltam escolas e as vias de acesso estão em péssimas condições de conservação”.
O governador disse ainda que “não gostamos das condições em que vivem os administradores comunais de Caribo e Cula Magia, que moram em cabanas”.
No quadro das acções do Governo Provincial para o próximo ano, Boaventura Cardoso anunciou a colocação de 12 pontes que vão permitir a circulação pelo município, particularmente para as comunas do Bembo, Caribo e Cula Magia. A reabilitação da via de acesso ao Parque Nacional de Cangandala, santuário da Palanca Negra Gigante, consta do plano de acções para o ano de 2012.
O governador Boaventura Cardoso disse que por enquanto estão encerradas visitas ao parque pelo facto dos animais se encontrarem em fase de reprodução. Referiu que existem empresas interessadas na exploração do potencial turístico da região, que pode constituir uma mais-valia para o mercado de emprego. As autoridades tradicionais do município de Cangandala expressaram a sua preocupação, face à deserção dos professores das áreas em que são colocados, por não existirem condições condignas. O regedor António Rimba, do Bembo, assegurou que muitas crianças da sua área não frequentam as aulas por falta de professores e estabelecimentos de ensino. Pediu, por isso, que sejam criadas condições que levem os professores a fixar-se nas localidades em que são colocados.
O Director provincial da Educação, Gabriel Boaventura, que integrou a delegação, referiu que vai recorrer à lei para disciplinar os professores que fogem das áreas em que são colocados pela delegação provincial para dar aulas.
No domínio da saúde, os sobas expressaram preocupação pelo facto das vias de acesso estarem em péssimo estado.

Afirmaram que, em casos de gravidade, os doentes são transportados em tipóias ou bicicletas.

Fonte: Jornal de Angola

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