Ministro satisfeito com as condições para recepção dos repatriados em Kicabo

Caxito – O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, mostrou-se hoje (terça-feira), satisfeito com as condições criadas na localidade do Lifune, comuna de Kicabo, município do Dande, província do Bengo, para a recepção dos cidadãos repatriados.

O governante, que falava à imprensa no final da visita de constatação, exprimiu o seu agrado pela urgência que o governo da província do Bengo aprontou o centro de transição do Lifune para a recepção dos angolanos repatriados da RDC e Zâmbia.

“Conseguimos ver que o espaço está preparado, as tendas para o funcionamento administrativo, bem como para albergar os cidadãos repatriados estão colocadas, incluindo latrinas, reservatórios de água e a área da cozinha comunitária organizada”, ressaltou o ministro Kussumua.

Assegurou que para a província do Bengo, o serviço para o acolhimento provisório dos repatriados está completo, tendo reiterado que há condições no centro trânsito do Lifune.

O ministro da Assistência e Reinserção Social disse existir no Bengo uma experiência de preparação de centros de acolhimento de cidadãos repatriados que pode ser transmitida aos outros governos provinciais.

“Agradeço o serviço rápido do governo provincial do Bengo, na qual saio daqui bastante satisfeito e tranquilo”, precisou.

Segundo João Kussumua, a operação na RDC, do ponto de vista documental está previsto para o dia 4 de Julho, sublinhando que com os serviços aqui implantados facilitará que este processo seja bem sucedido.

O centro, disse o ministro, acolherá entre 500 a 1000 repatriados provenientes da RDC e alguns da Zâmbia, para não congestionar o local, bem como para facilitar o trabalho das autoridades locais e das famílias.

A comissão provincial para a recepção de refugiados angolanos no Congo Democrático e na Zâmbia procedeu já a montagem de 56 tendas, na localidade do Lifune, seis reservatórios de água potável com capacidade de cinco mil litros cada e um grupo gerador de 17 KVA.

O centro que ocupa uma área de 2,5 hectares tem ainda um posto médico para assistência médica e medicamentosa, um armazém, cozinha comunitária, bem como tendas para o funcionamento administrativo, nomeadamente para serviços de registo e controlo dos repatriados e registo de nascimento.

Além de um posto da polícia nacional e de serviços de protecção civil e bombeiros, encontra-se igualmente em execução no local a construção de seis aterros sanitários, 28 latrinas e alpendre para realização de reuniões.

O processo de repatriamento conta com o envolvimento, para além do organismo das Nações Unidas para os Refugiados (HCR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM), os sectores do Interior, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Transportes, Justiça, Saúde, Educação, entre outros, assim como as Forças Armadas Angolanas (FAA).

Testemunhou a visita do ministro Kussumua, ao centro de transição do Lifune, situado a cerca de 30 quilómetros a norte da cidade de Caxito, o governador provincial do Bengo, João Bernardo de Miranda.

Fonte: Angop

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