Ministra afirma que novos movimentos religiosos alteram costumes

Luanda – A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou hoje, em Luanda, que o surgimento de novos movimentos religiosos, rostos e figuras culturais, tem alterado, em certa medida, os hábitos e costumes da sociedade angolana.

Ao fazer a abertura do workshop sob o lema “O Fenómeno Religioso em Angola: Um debate recorrente”, Rosa Cruz e Silva referiu que em certos casos estas novidades, que chamaria de “religiões hóspedes”, vindas de outros estados, trazem maneiras de estar e de ser díspares, absolutamente contrárias à matriz cultural-cristã angolana.

Segundo a governante, deste modo as comunidades nacionais, pouco habituadas a dinâmicas culturais e religiosas das “religiões hóspedes”, são obrigadas a conviver com novas práticas e novos rostos, o que potencia a perda de valores ancestrais que se vai assinalando no quotidiano angolano.

Para a titular da pasta da cultura, o fenómeno religioso é sem dúvidas aquele que, no passado como no presente, mais tem despertado interesses que se operacionalizam com maior ou menor ênfase por vontades e multidões.

“No caso angolano, chegamos ao ponto crítico de números de denominações que ultrapassam a realidade demográfica. Existem 900 denominações religiosas que aguardam pelo seu reconhecimento. Trata-se de um verdadeiro desafio para os estudiosos da sociologia e naturalmente para os órgãos decisórios”, explicou.

Rosa Cruz e Silva explicou que as preocupações e discussões que se vão levantar em torno do workshop situam-se na linha de orientações expressas pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, emanadas do Decreto Presidencial número 32/09 de 5 de Outubro, que criou a Comissão Interministerial para análise do fenómeno religioso em Angola.

As inquietações levantadas no âmbito desta comissão, disse, são resultante de momentos de alguma conturbação verificada por fenómenos anómalos no país como a problemática da proliferação religiosa, das cisões e dos conflitos latentes no interior das igrejas, quer sejam reconhecidas, quer não, os quais reclamam uma intervenção urgente, à luz dos estatutos das igrejas.

Fonte: Angop

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