Michel Gomez divulga escolhas

Os extremos Simão Santos, do Recreativo do Libolo e Jorge Tati do Interclube, são os destaques da convocatória do técnico francês Michel Gomez, visando a preparação da Selecção Nacional Sénior Masculina de Basquetebol, que de 17 a 28 de Agosto disputa o Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, em Antananarivo, Madagáscar.
Anunciada em conferência de imprensa, realizada na sede da Federação Angolana de Basquetebol, FAB, a convocatória do treinador gaulês regista ainda as chamadas, pela primeira vez, de Paulo Santana, Roberto Fortes, Hermenegildo Mbunga e Miguel Kiala (Petro de Luanda) e Valdelício Joaquim, do colégio Hawai, dos Estados Unidos.
Os referidos jogadores, excepto Paulo Santana, já integraram os trabalhos da selecção que preparou o ano passado o Mundial da Turquia. Qualquer um deles nunca tinha sido convocado para um Afrobasket.
Incisivo em palavras, o técnico, que fica à frente dos destinos do cinco nacional até Setembro deste ano, justificou as escolhas dizendo que “o programa começou tão logo cheguei a Luanda. Afastaram-me dos meus colaboradores para que eu mesmo pudesse analisar e posteriormente escolher os jogadores que me dão garantias. Escolhi-os. Estou certo e confiante de que juntos vamos fazer um bom trabalho”.
Questionado pelo Jornal de Angola se a inclusão dos experientes Miguel Lutonda, base, e Carlos Almeida, extremo não dava maior confiança e estabilidade psico-emocional à equipa, Michel Gomez, mordaz, respondeu: “se for para manter a selecção era melhor não me convidarem para vir cá. O Miguel Lutonda, por exemplo, não sei se me dá garantias de fazer pressão durante 20 minutos o campo inteiro”, justificou. Compõem a lista de 16 pré-seleccionados os seguintes jogadores: Milton Barros, Domingos Bonifácio, Leonel Paulo e Olímpio Cipriano (Recreativo do Libolo). Armando Costa, Joaquim Gomes “Kikas” e Felizardo Ambrósio (1º de Agosto). Carlos Morais (Petro de Luanda) e Eduardo Mingas (Interclube).
O estágio da Selecção Nacional arranca segunda-feira, com exames médicos sob orientação do médico da equipa Agostinho Matamba. O seleccionador disse que as análises médicas devem durar dois a três dias, seguindo-se os testes técnicos, onde é avaliada a capacidade de lançamento de cada um dos integrantes.
A seguir, os atletas são submetidos a testes físicos em pista e sala. O trabalho de campo começa com uma estadia de dez dias em Cabinda onde vai ser trabalhada a vertente técnica e táctica.

“Os jovens tiveram uma época muito desgastante. Muitos deles vão ter de fazer uma preparação diferente. Fazer 12 jogos num mês é excessivo. Vamos trabalhar e recuperar a condição física deles”, argumentou Gomez.

Fonte: Jornal de Angola

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