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Jardim do Livro paraíso das crianças
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Jardim do Livro paraíso das crianças

A Praça da Independência em Luanda é desde quinta-feira ao fim da tarde um verdadeiro palco de espectáculos culturais com o Jardim do Livro Infantil que este ano decorre sob o lema “Ler é saber ler é crescer”.
A feira encerra amanhã e tem 39 stands com literatura infantil de autores nacionais com destaque para António Jacinto “Vôvô Bartolomeu”, Dario de Melo “O Velho das Quatro Tranças”, Cremilda de Lima “A Raposa e a Perdiz”, Kanguimbu Ananaz “O regresso de Kambondu”, Yula Castro”, O Menino dos Olhos Cintilantes”, Arnaldo Santos, “Loanda e o Kinaxixi”, Gabriela Antunes “ O Fumo e o Vento Não Casam”, John Bella “Nzamba – Rei Sou Eu”, Alice Berenguel “ A União faz a Força” e Rosalina Pombal, “O Pequeno Elefante e o Crocodilo”.
Na abertura, feita pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, o Instituto Nacional das Industrias Culturais (INIC) apresentou a obra vencedora do prémio Jardim do Livro Infantil, “Lodinho” da autoria de Áurio Quicunga”.
Escolas e creches de Luanda levaram à Praça da Independência centenas de alunos acompanhados dos professores para se associarem à festa do Jardim do Livro Infantil. Das stands na Praça da Independência destaque para o do Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), União dos Escritores Angolanos (UEA), Editora Chá de Caxinde, a Nzila, Irmãs Paulinas, Texto Editora, Mayamba Editora e as livrarias Nobel, Universal e Barquinho.
O Ministério do Ambiente ofereceu aos visitantes postais que mostram vários pontos turísticos e belezas naturais de Angola, como o deserto do Namibe, a Serra da Chela, os trajes típicos de várias regiões.
As irmãs Paulinas levaram obras de carácter evangélico de autores como Cristina Adams “A Prender a ser um Amigo”, Carol Ann Morrow “Perdoar faz bem ao Coração” e a obra “Como sair de uma grande Confusão” de Michaelene Mundy.
Para além dos stands, o Ministério do Ambiente, a Organização do Pioneiro Angola (OPA), o Instituto Nacional da Criança (INAC) e o Ministério da Família e Promoção da Mulher também levaram à Praça da Independência cartilhas que espelham a cultura nacional.

A OPA, para além da cartilha “Liberdade com Educação Traduz-se em mais Civismo e Melhor Cidadania”, expôs obras de artesanato.

Sessão de abertura

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse quinta-feira, na Praça da Independência, em Luanda, na abertura do Jardim do Livro Infantil, que o livro tem de estar ao alcance das crianças.
Rosa Cruz e Silva destacou a importância que o livro tem para o desenvolvimento da sociedade e no resgate dos valores morais, culturais, cívicos e no exercício da democracia. A ministra disse que a política Nacional do Livro e da Leitura é uma responsabilidade de todos e deve incluir o respeito pela diversidade cultural, a liberdade de circulação e comunicação, a protecção da autoria e fomento da produção nacional.
Rosa Cruz e Silva felicitou a organização da Feira do Livro Infantil pelas inovações apresentadas, como o “Jango da Palavra” e a gazeta “O Jardim”, com periodicidade trimestral, que nesta edição saiu com o título “Jardim do Livro Infantil: Um Livro – Um Amigo”.

Contacto com os livros

A vice-governadora para a Ária Social de Luanda, Jovelina Imperial disse que a feira vai permitir às crianças terem contacto directo com os livros: “esta é uma oportunidade para os estudantes comprarem livros a preços baixos”.
A vice-governadora de Luanda pediu  aos pais para visitarem o “Jardim do Livro Infantil” e aproveitarem os momentos culturais, para criarem hábitos e gosto pela leitura nos seus filhos.

Uma feira inovadora

O coordenador da comissão da organização do Jardim do Livro Infantil, António Fonseca, informou que participam na feira 45 expositores, o que demonstra o interesse das editoras em transformar o livro num produtor fundamental das Indústrias Culturais.
António Fonseca explicou ainda que os visitantes vão encontrar mais de 300 títulos, nos mais variados formatos e géneros.

Sentido patriótico

A escritora Maria Eugénia Neto realçou a importância do resgate dos valores cívicos e morais através de programas televisivos, radiofónicos e dos livros infantis, de maneira a “reforçar o sentido patriótico nas crianças”.
Maria Eugenia Neto disse que é preciso ensinar as crianças a conhecerem aqueles que foram os heróis nacionais e a História da Luta de Libertação Nacional: “os pais têm um papel fundamental na educação dos filhos e precisam de participar mais activamente no processo de transmissão de valores às crianças”.
A escritora, que fez durante a abertura do Jardim do Livro Infantil, a apresentação do seu livro “A Trepadeira que queria ver o Céu Azul”, disse que as histórias apresentadas no livro foram escritas após a independência, numa altura em que o país passava por momentos difíceis.

Jardim do Lubango

O resgate dos valores morais, cívicos e culturais no seio das crianças e adolescentes, através da leitura de contos educativos constitui o principal propósito da edição 2011 do Jardim do Livro Infantil, aberto na quinta-feira no largo da Sé catedral, na cidade do Lubango.
A feira do livro, que vai na sua quarta edição no Lubango tem stands de venda de livros, jogos de palavras, declamação de poemas, sessões de teatro, visitas guiadas, pintura e espaços para leitura.
Promovido pela Direcção Provincial da Cultura na Huíla, o Jardim do Livro Infantil tem em exposição uma vasta gama de livros de contos infantis e juvenis de conceituados escritores nacionais e estrangeiros.
“A trepadeira que queria ver o Céu Azul”, de Maria Eugénia Neto, “Vôvô Bartolomeu”, de António Jacinto, “As Aventuras de Jójo na aprendizagem da Língua”, de Jorge Macedo, e “Ngola Mukango e a Justiça”, de José Luandino Vieira, são algumas das obras expostas no Jardim do Livro Infantil.
No acto de abertura da feira, que contou com presença de crianças de várias escolas, professores, pais e encarregados de educação, a directora provincial da Cultura na Huíla, Marcelina Gomes, considerou que a feira é construtiva e importante para a formação do homem novo.
“Estamos numa luta do resgate de valores morais culturais, cívicos e o livro é um elemento essencial para ajudar alcançar este objectivo, mas as livrarias da província não têm livros acessíveis às crianças”, disse.
Marcelina Gomes sublinhou que o Jardim do Livro Infantil é uma actividade que visa incutir nas crianças o hábito pela leitura, fazer compreender aos adultos que elas precisam de ler livros adequados à sua idade. Explicou que os livros expostos foram adquiridos pelo Ministério da Cultura e estão a ser vendidos a preços que variam entre 150 e 500 kwanzas, para facilitar a aquisição das obras pelos pais e encarregados de educação.
“Durante os três dias da feira, todas as escolas que visitam o jardim têm direito a 18 títulos para começarem a fazer a sua biblioteca”, garantiu Marcelina Gomes.
Manuel Marcos, aluno da quinta classe da Escola da Missão Católica do Lubango, que esteve presente na cerimónia de abertura da feira, disse que a sua realização é de extrema importância, “porque dá a oportunidade de leitura às crianças sem possibilidade de terem o contacto com os livros e a leitura”.
O estudante pediu a todas os pais e encarregados de educação para levarem as crianças ao Jardim do Livro Infantil para que possam comprar livros, ouvir estórias, músicas, ver teatro e danças.
Aida Nelson, professora, disse que os adultos têm pensado pouco nas crianças, no tocante à literatura infantil, que é fundamentalmente para educar, recrear e formar as crianças. Aida Nelson afirmou que a feira do livro ajuda na divulgação da literatura infantil e fomenta o hábito pela leitura, razão pela qual aconselhou os pais a levarem os filhos ao Jardim do Livro Infantil.

Livros em Ndalatando

Obras de autores nacionais e estrangeiros estão expostas desde quinta-feira até amanhã na feira do Jardim do Livro Infantil em Ndalatando, organizada pela Direcção Provincial da Cultura. A cerimónia de abertura foi testemunhada por membros do governo na província do Kwanza-Norte. Entre as obras expostas destacam-se as histórias relacionadas com diferentes realidades socioculturais do país, fábulas, contos e outras matérias de entretenimento infantil, cujos preços variam entre os 100 e os 500 kwanzas.
David João Buba, director local da Cultura, disse à reportagem do Jornal de Angola que os preços dos livros são acessíveis. A feira permite que os pais adquiram livros para os filhos a preço acessíveis e próximo de casa: “o livro é um instrumento necessário para a elevação do gosto pela leitura”.
David João Buba disse que as escolas, sobretudo, do ensino primário, devem adquirir livros para enriquecer as suas bibliotecas. Na feira foram criados núcleos de bibliotecas infantis, numa primeira fase, na Escola número 20 e na Escola Missionária Santa Maria Goretti, situadas na cidade de Ndalatando.
Jaqueline Salvador, 37 anos, acompanhada de uma filha menor, disse que a iniciativa é louvável, uma vez que ajuda as crianças a melhorarem o gosto pela leitura, melhorando assim os seus conhecimentos.
Realçou que está a aproveitar esta segunda edição do Jardim do Livro Infantil em Ndalatando, para comprar obras infantis para a sua filha, incentivando-a aos hábitos de leitura.

in Jornal de Angola

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