Invasão de caçadores furtivos põe em risco as espécies raras

O administrador do município do Tõmbwa, província do Namibe, João Guerra de Freitas, está preocupado com a caça furtiva no Parque Nacional do Yona.
O Parque Nacional do Yona, 320 quilómetros a leste do município do Tombwa, está a ser invadido por caçadores. O Executivo criou um programa de incentivos para os fiscais, pagando-lhes salários com as multas que cobram dos caçadores ilegais.
João Guerra de Freitas afirmou que a caça furtiva está a ganhar contornos alarmantes, colocando em risco a existência de alguns animais de espécies raras como leões, elefantes, rinocerontes brancos, gazelas e mabecos.
“O abate de animais protegidos tem causado graves prejuízos e pode levar à extinção dessas espécies no nosso parque”, disse o administrador. Acrescentou que o Governo Provincial do Namibe vai entregar, no segundo semestre deste ano, viaturas, motos rápidas e meios sofisticados de comunicação para dotar os fiscais executarem com sucesso a sua actividade.
João Guerra de Freitas disse que é muito complicado controlar os caçadores furtivos, que se fazem passar por turistas: “entram pelo portão e fazem o abate e saem pela praia,ninguém os controla”, acentuou João Guerra de Freitas. O parque conta com dois espaços turísticos que estão a ser explorados por agentes ligados ao ramo do turismo, localizados a dez quilómetros da entrada principal do Parque Nacional do Yona.O Parque Nacional do Yona, o maior do país, tem uma área de 16.150 quilómetros quadrados e uma grande variedade de animais.

Fonte: Jornal de Angola

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