Igreja brasileira multada por violação da lei laboral

A ministra do Trabalho de Moçambique, Helena Taipo, multou a Igreja Mundial do Poder de Deus por expulsar, sem justa causa, dois pastores da congregação, que denunciaram supostos casos de violação dos direitos humanos.
O caso remonta ao ano passado, quando dois pastores moçambicanos da seita religiosa de origem brasileira foram desvinculados da instituição, sem explicações plausíveis, na opinião de ambos.
O diferendo laboral, disseram, prende-se com o tratamento desigual, a nível salarial, entre os pastores moçambicanos e brasileiros ao nível salarial.
Os dois, garantiram, foram expulsos por reclamarem devido á situação de desigualdade.
Os queixosos remeteram o caso ao Ministério do Trabalho, exigindo uma indemnização à direcção da Igreja Mundial do Poder de Deus por os ter despedido, sem justa causa, alegando ter havido violação dos direitos humanos.
A titular da pasta do Trabalho foi, na sexta-feira, àquela instituição para se inteirar do caso. No final da reunião, anunciou que os dois pastores vão ser indemnizados
Além disso, referiu, igreja Mundial do Poder de Deus vai ter de pagar uma multa, não especificada, ao Estado moçambicano por trabalhar com pessoas sem contrato laboral formal e não canalizar os fundos descontados nos salários para o Instituto Nacional de Segurança Social. A direcção da igreja Mundial do Poder de Deus garantiu que vai corrigir todas as irregularidades detectadas, mas refutou a acusação de desigualdade salarial entre funcionários moçambicanos e brasileiros.

Fonte: Jornal de Angola

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