Guerra força somalis a fugirem ao Quénia

Os conflitos e secas na Somália estão a forçar uma quantidade sem precedentes de somalis a fugir para o Quênia, revelou na segunda-feira a organização não governamental Save the Children.
A organização relata que, diariamente, cerca de 1,3 mil pessoas, pelo menos 800 delas crianças,  chegam ao campo de refugiados queniano de Dadaab.
De acordo com a Save the Children,o número mensal de chegadas ao campo mais do que duplicou em um ano.
Algumas famílias são forçadas a caminhar durante mais de um mês para chegarem a Dadaab e as crianças chegam exaustas, subnutridas e severamente desidratadas.
A ONG Médicos Sem Fronteiras diz que muitos dos recém-chegados ao local precisam desesperadamente de cuidados médicos. Metade das crianças que chegam ao campo nunca foi vacinada. Como o conflito na Somália não dá sinais de abrandar e há expectativas de mais meses de seca, as condições de vida no campo de Dadaab tendem a piorar.
O conflito na Somália, considerado por muitos um Estado falido, forçava a fuga de cidadãos rumo ao Quénia, mas a forte época de secas e o aumento do preço dos alimentos agravaram ainda mais a situação de milhões de somalis.
Dadaab, que é na verdade um conjunto de três acampamentos, é considerado o maior assentamento de refugiados do mundo e abriga mais de 350 mil pessoas. Até ao momento, os esforços para descongestionar o campo e realojar os refugiados tiveram pouco sucesso.

Seca afecta milhões em África

Mais de 10 milhões de pessoas são afectadas pela seca mais grave em 60 anos no Corno de África e precisam urgentemente de ajuda humanitária para enfrentar a fome, anunciou ontem a Organização das Nações Unidas.
A porta-voz do Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas, Elisabeth Byrs, revelou os números e acrescentou que a falta de chuvas provoca uma crise alimentar importante naquela região do continente africano.
“Em várias regiões longe das costas do Quénia, Etiópia e Somália é possível falarmos de fome e a desnutrição das crianças é particularmente preocupante”, disse Elisabeth Byrs.
A porta-voz acrescentou que “os índices nas regiões mais afectadas são mais que o dobro do nível de urgência de 15 por cento e devem aumentar”, além de referir que, “na Somália, uma criança em cada três está desnutrida”.

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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