Governo preocupado com crescimento inclusivo em África

Lisboa (Do enviado especial) – O Executivo angolano está preocupado e defende um crescimento económico inclusivo para África, que garanta empregos e distribuição equitativa do rendimento (riqueza) nacional, afirmou quinta-feira, em Lisboa, o vice-ministro angolano do Planeamento, Alberto Lima Campos.

O governante participa na cimeira do Conselho de Administradores e Governadores do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que decorre em Lisboa, Portugal.

Os governadores do Grupo BAD estão preocupados com a actual situação de crescimento em África que consideram não inclusivo, ou seja, não tem muito em conta o factor emprego para a juventude.

Para o vice-ministro Lima Campos, esta é a preocupação do Executivo angolano, e o governo está a empreender esforços neste sentido, com a criação e reabilitação de infra-estruturas económicas e sociais, proporcionando novos empregos e apoios a pequenas e médias empresas, referiu o governante angolano

“Neste momento, os países africanos estão enfrentados com um grande desafio. É que, em muitos casos, está se verificar um crescimento sem o devido acompanhamento da criação de empregos e este processo, não inclusivo, mina o desenvolvimento do continente e traz conflitos sociais, como já está a acontecer em alguns países mormente Egipto e Tunísia, disse o vice-ministro do Planeamento angolano.

“É necessário que o crescimento económico seja compatível com o índice da criação do emprego e os governos africanos devem implementar políticas perspicazes que permitam um crescimento económico equilibrado, sustentável, e a distribuição equitativa do rendimento nacional”, frisou.

O vice-ministro Alberto Lima Campos chefia uma delegação multissectorial à 46ª Assembleia Anual do BAD, integrando responsáveis do Banco Nacional de Angola (BNA), do Ministério das Finanças e da Agricultura, entre outros sectores, em substituição da ministra do Planeamento, Ana Dias Lourenço, governadora regional do BAD.

A criação de empregos para juventude e crescimento em África, capacidade de produzir energia limpa e os efeitos das mudanças climáticas, assim como o desenvolvimento do sector privado e mobilização dos recursos locais foram temas que dominaram os debates dos seminários de alto nível realizados quarta-feira, em Lisboa, no quadro da 46ª Assembleia do BAD.

Segundo alguns peritos que dissertaram, durante as sessões, a “África que registou na última década significativas taxas de crescimento económico necessita de reformas adequadas e melhor definição das prioridades e inovações no sector de produção, para o desenvolvimento do continente.

“As reformas interactivas não são suficientes para mudanças das actuais condições de vida em África. É necessário haver inovações nos diferentes sectores de produção, principalmente na agricultura e serviços, e para isso há que proceder a sérios investimentos na educação e no ensino superior”, sustentaram os peritos em matéria de desenvolvimento que participam nos debates.

O ministro português das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, fez questão de sublinhar que “as elevadas taxas de crescimento não são necessariamente sinónimos de desenvolvimento”.

O governante português fazia alusão às elevadas taxas de crescimento que, em média, alguns países africanos obtiveram nos últimos anos.

“Rumo a Uma Agenda de Crescimento Inclusivo em África” é o tema central da 46ª Assembleia Anual do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) cujos trabalhos decorrem desde segunda-feira (05/06) no Centro de Congressos de Lisboa e encerram nesta sexta-feira (10/06).

Fonte: Angop

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