Forças Armadas contra cobranças

O Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas apelou, ontem, a todos os cidadãos que ingressam no processo de incorporação militar a recusarem o pagamento de qualquer valor monetário, sob pena de virem a enfrentar as barras do Tribunal.
“Temos ordens expressas do Chefe do Estado-Maior General das FAA para que todos os que forem denunciados desta prática sejam levados ao Tribunal, arcando com as consequências”, assegurou o chefe da Repartição de Recrutamento e Mobilização da Direcção Principal de Pessoal e Quadros do EMG/FAA.
Em declarações à Angop, o coronel Adriano Nunes garantiu que os cidadãos não devem pagar para cumprimento do acto de cidadania: “queremos, de forma veemente, apelar aos jovens e à sociedade para não enveredarem pelo pagamento, porque é um acto ilícito que, do ponto de vista jurídico, tem contornos criminais para aqueles que cobram e os que pagam”, referiu o oficial superior.
Em todo o país, está em curso, há alguns dias, o processo selectivo de incorporação nas FAA de cidadãos nacionais dos 20 aos 30 anos. A incorporação no Exército Nacional é feita com base nas necessidades das Forças Armadas, por armas e especialidades, tendo em conta as habilitações literárias dos jovens e, também, as suas habilitações profissionais.
Adriano Nunes recordou que o cumprimento do serviço militar é obrigatório para todo o cidadão nacional e “em nenhum momento, para este acto, considerado cívico e patriótico, deve ser cobrado”.
O coronel Adriano Nunes revelou ainda que o processo de incorporação nas FAA é anual, sendo um turno para formação de oficiais, dois para formação de sargentos e três para praças, podendo variar em função da necessidade do completamento do quadro de pessoal das FAA. Falou também do funcionamento dos órgãos de Recrutamento e Mobilização e da metodologia de qualificação e selecção dos potenciais mancebos nas 18 províncias.

Fonte: Jornal de Angola

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