Feira infantil leva leitura às crianças

Incentivar o gosto pela leitura e o resgate dos valores morais, cívicos e culturais no seio das crianças, através de obras infantis, constitui o objectivo do Jardim do Livro Infantil, que encerrou segunda-feira em Ondjiva.
Promovida pela Direcção provincial da Cultura do Cunene, o Jardim do Livro Infantil foi aberto pelo governador António Didalelwa, que na ocasião salientou a importância do projecto que para ele serve de ponto de partida para criar hábitos de leitura.
O governador do Cunene defendeu ainda a necessidade da realização periódica de feiras de livros infantis, para incentivar as crianças e jovens a ler, porque é uma forma de descobrirem todos fenómenos que os rodeiam: “actividades do género contribuem muito para o resgate dos valores morais, cívicos e culturas das crianças e adolescentes”, disse António Didalelwa.
Aconselhou igualmente os escritores nacionais a empenharem-se na literatura para crianças, com conteúdos educativos, como forma de cativá-las e incentivá-las no gosto pela leitura.
Na província do Cunene, esta foi a segunda edição da Feira do Jardim do Livro Infantil, e de acordo com director provincial da Cultura, Celestino Vicente, a actividade passa a realizar-se anualmente: “a ideia desta periodicidade é fazer a socialização das crianças através dos livros”, sublinhou.
Considerou ainda a feira uma oportunidade para as livrarias mostrarem os seus títulos. Esta edição, explicou, contou com a exposição e venda de três mil obras.

Crianças de Benguela mostraram habilidades

O Instituto Nacional da Criança (INAC) realizou, no fim-de-semana, na província de Benguela, uma Feira de Arte Infantil e Pedagógica, no âmbito da jornada comemorativa do “Mês da Criança”.
A actividade teve a participação de 15 escolas públicas e privadas do Iº e IIº ciclo do ensino secundário de Benguela e envolveu mais de 800 crianças, com idades entre os sete e os 16 anos.
A feira contou ainda com uma exposição de mais de 500 peças de arte, que vão desde obras de olaria, corte e costura, artesanato, escultura, cestaria e uma sessão de venda de livros pedagógicos e científicos destinados às crianças.
A directora pedagógica do colégio Sessa, Maria Manita, disse que mais de 300 crianças do seu colégio apresentaram objectos produzidos nas aulas de desenho técnico.
Marcolino da Paz, coordenador do Lar da Casa do Gaiato, destacou que a arte faz parte da formação das mais de 500 crianças que vivem na instituição. Acrescentou que durante as aulas práticas de desenho técnico produzem bonecos com argila, casas de cartolina e artesanato. Maria de Fátima, responsável pela formação em artes do Lar Santa Paula Frassinetti, assegurou que a arte é uma componente educativa importante, por permitir à criança adquirir capacidades e habilidades de criarem o belo.
Durante a cerimónia de abertura da feira de arte infantil, o vice-governador para a esfera política e social de Benguela, Eliseu Epalanga, garantiu que o Governo Provincial vai continuar a desenvolver acções que promovam o espírito de criatividade artística nas crianças.
O Executivo, o INAC e outros actores sociais, de acordo com Eliseu Epalanga, continuam a desenvolver acções para intensificar a protecção dos direitos da criança, particularmente no que toca à assistência médica de qualidade, o acesso gratuito à educação, água potável, energia eléctrica e aos espaços de lazer.
Participaram na actividade, que decorreu este ano sob o lema “Por um futuro melhor cuidemos da criança”, directores de escolas locais, professores, encarregados de educação, associações e organismos de protecção à criança.

Oferta de livros infantis

A direcção provincial da Lunda-Sul da Cultura distribuiu, segunda-feira, 2.000 livros infantis aos alunos de várias escolas primárias da cidade de Saurimo.
A actividade, realizada no anfiteatro do Clube Desportivo 17 de Setembro, ajudou, de acordo com o director provincial da Cultura, João Baptista Manaças a aproximar mais o livro das crianças.
O professor Mwenze Massolo disse que a realização de feiras do livro infantil é um elemento chave, por ajudar a despertar nas crianças angolanas a curiosidade e aumentar o seu nível cultural.

* com Maximiano Filipe, João Salvo e Camuanga Júlia

Fonte: Jornal de Angola

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