Farmacêuticas fazem cortes nos preços das vacinas para os países mais pobres

Quatro gigantes farmacêuticas anunciaram, ontem, cortes significativos no preço da venda de vacinas para países em desenvolvimento. As empresas GSK, Merck, Johnson & Johson e Sanofi-Aventis concordaram em vender as vacinas mais em conta após negociações com a Aliança Global por Vacinas e Imunização (Gavi,).
O órgão, criado durante o Fórum Económico de Davos, na Suíça, em 2000, reúne empresas e representantes do sector público de vários países para patrocinar programas de vacinação em massa em nações em desenvolvimento.
O laboratório britânico GSK (GlaxoSmithKline) comprometeu-se a reduzir o preço de vacina contra o rotavírus em 67 por cento, o que significa que passa a vendê-la por 2,5 dólares para os países pobres.
A diarreia provocada pelo rotavírus mata mais de 500 mil crianças por ano em todo o mundo.
As vacinas vão ser subsidiadas através da cobrança de preços mais altos em países mais ricos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mesma vacina vai custar 50 dólares.
O director executivo da GSK, Andrew Witty, afirmou ser necessário um retorno para investir na nova geração de vacinas e drogas e que isso tem de ser proveniente do lucro obtido com remédios e vacinas. “Mas é óbvio que as pessoas que residem no Quénia, numa favela do Malawi ou noutro lugar do género não têm capacidade para contribuir. Elas têm de ser ajudadas com a ajuda dos países médios e ricos“, referiu.
A Gavi comprometeu-se a financiar a introdução, até 2015, em 40 por cento, nos países mais pobres, as vacinas contra o rotavírus, mas frisou que precisa de angariar 3,7 mil milhões de dólares, valor acima da quantia já obtida para atingir o objectivo.

Fonte: Jornal de Angola

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