Europa saúda voto de confiança

O presidente da Comissão Europeia afirmou ontem que o voto de confiança do Parlamento da Grécia ao primeiro-ministro George Papandreou “retira um elemento de incerteza a uma situação muito difícil”.
O governo socialista grego obteve na terça-feira a confiança do Parlamento, um passo prévio para o lançamento de um novo plano de austeridade.
Durão Barroso afirmou, através de comunicado, que o primeiro-ministro e o governo “podem agora centrar todos os esforços em conseguir o apoio do Parlamento na ambiciosa série de medidas fiscais e privatizações acordada com a troika” composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.
Para o presidente da Comissão Europeia, a aprovação das medidas de austeridade “vai permitir o rápido desembolso da próxima tranche da ajuda financeira a Atenas e um grande passo para que a Grécia regresse a umas finanças públicas sustentáveis e ao crescimento”.
O governo de George Papandreou conseguiu o voto de confiança do Parlamento, mas só foi apoiado pelo Partido Socialista. A moção de confiança foi aprovada com 155 votos a favor de um total de 298 votos emitidos. Os outros 143 deputados votaram contra. O Executivo precisava de pelos menos 151 votos favoráveis.
O Eurogrupo decide em Julho se outorga à Grécia a quinta parcela do resgate total de 110 mil milhões de euros que concedeu juntamente com o Fundo Monetário Internacional no ano passado.
Antes da votação, dezenas de milhares de manifestantes concentraram-se em frente do Parlamento grego.

Rodeado por forte dispositivo policial, o novo protesto foi convocado pelo movimento dos “indignados” gregos, que desde 25 de Maio promove um acampamento na praça Sintagma, no centro económico e político de Atenas, em oposição às medidas de austeridade ditadas ao país pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.
O sindicato da Função Pública apelou para uma concentração simultânea e no mesmo local para assinalar a oposição ao extenso pacote de privatizações exigido pela troika ao governo do Partido Socialista Pan-Helénico (PASOK).

Fonte: Jornal de Angola

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