Estudos nos cemitérios municipais para remodelar e ampliar os espaços

O cemitério de Massangano, no município de Cambambe, Kwanza-Norte, e outros com a mesma relevância histórica na província, vão ser alvo de estudos profundos, com vista à sua remodelação e ampliação, nos próximos tempos.
A decisão, que terá em conta os factores relativos aos acontecimentos do passado, vem expressa no comunicado final da reunião dos administradores municipais de Cazengo, Ngonguembo, Lucala, Cambambe e Golungo-Alto, que decorreu na quarta-feira, nesta última localidade, sob orientação do vice-governador para o sector político e social, José Alberto Kipungo.
O encontro, que teve por objectivo analisar a problemática da realização de funerais sem registo e em locais impróprios, concluiu que, para os cinco municípios participantes, deverá fazer-se a remodelação e ampliação dos cemitérios municipais e a construção de outros, em locais a serem cedidos pelas respectivas administrações.
Os responsáveis concluíram ainda que se deve proibir a realização de funerais em locais impróprios para que se evite pôr em perigo a saúde pública, principalmente próximo de fontes de água, zonas de caça, entre outros.
Os administradores disseram ainda que o governo provincial deve encarregar-se de providenciar técnicos especializados para instruir os funcionários sobre o loteamento e numeração de campas, os arruamentos dos cemitérios, e verificar o trabalho de sincronização, recorrendo ao apoio das autoridades tradicionais, entidades religiosas e forças políticas.
Segundo os participantes, a realização de funerais sem o registo prévio verifica-se em todos os municípios, devido à falta de cultura jurídica das populações e pela escassez de funcionários para corresponder às necessidades nos municípios e comunas.
Recomedou-se que cada município deverá recorrer aos métodos mais apropriados para a realização dos registos de nascimento e óbito, pelo que o Cazengo terá de colocar em funcionamento os serviços de piquete para os registos de óbitos aos fins-de-semana e feriados.

Fonte: Jornal de Angola

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