Electrificação custa milhões

São necessários 17 mil milhões de dólares para a construção de novas infra-estruturas de electricidade até ao ano de 2016. A informação foi avançada na semana passada, em Luanda, pelo administrador da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Joaquim Ventura, durante o Fórum de Investimentos em Angola, realizado durante a Assembleia-Geral de Accionistas do Afreximbank.
Aquele responsável esclareceu que o valor engloba a construção de centros de produção, transporte e rede de distribuição eléctrica a todo o país, uma vez que a capacidade de produção actual no país é insuficiente para colmatar a procura de energia eléctrica.
“A maior parte das redes de distribuição no país são antigas, daí termos uma fraca qualidade no serviço. A maioria destas redes foram construídas antes da independência nacional e possuem actualmente uma taxa de electrificação muito baixa”, explicou Joaquim Ventura. Além disso, adiantou que Luanda representa 88 por cento do consumo de energia eléctrica no país, embora com muita deficiência.
“Tudo aquilo que é consumo de energia é canalizado para Luanda, o que, para nós, cria um grande constrangimento, porque não conseguimos ter uma rede que seja suportável”, frisou. Para colmatar as contrariedades existentes neste sistema social do país, o Executivo angolano aprovou um plano estratégico para alterar a situação do défice de potência.
Estima-se que, até 2016, seja possível instalar cerca de sete mil megawatts, que funcionarão como fontes hídricas, e aumentar as ligações domiciliares em dois milhões, fruto da mesma capacidade. Com a rede de transporte isolado, a ENE pretende interligá-los através de uma rede nacional, para maior eficiência no fornecimento da energia eléctrica.
Serão ainda construídas novas redes de alta tensão e de distribuição. Nas áreas rurais, haverá pequenas centrais hídricas, para permitir um melhor serviço. Nas quatro bacias hidrográficas existentes no país, estão a ser realizados projectos de melhoria, para permitir maior segurança em termos de fornecimento.
Para os grandes aproveitamentos hidroeléctricos e também centrais combinados espera-se instalar sete mil megawatts até 2016. “Existem projectos nas zonas rurais que aguardam a participação privada. Existe um em carteira no Namibe, onde serão instalados cerca de 200 MW em energia solar, que vai fornecer a região sul, em combinação com as outras fontes de energia”, concluiu.

Durante o fórum, foram ainda apresentados os temas “Oportunidades de negócios e incentivos para o investimento privado em Angola”, “Fontes de financiamento da economia angolana” e a “Oportunidade de investimento no sector agrícola”.

 

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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