Comissão de desminagem faz balanço positivo

Ao todo 78 mil e 215 engenhos explosivos, entre minas anti-tanque e anti-pessoal, e projécteis de diversos calibres não detonados, foram removidos no período que vai de 2006 a 2010, na província do Cunene, numa área de 40 mil 822 hectares.
De acordo com o oficial de ligação e informação da Comissão Provincial Intersectorial de Desminagem, Mário Satipamba, os engenhos foram removidos nos municípios de Cahama, Ombadja, Cuanhama, Namacunde e Curoca.
Durante os cinco anos foram detonados um total de mil 188 explosivos, dos quais 345 anti-tanque e 843 anti-pessoal. Mário Satipamba adiantou que ao longo desse espaço de tempo participaram nas operações o Instituto Nacional de Desminagem, a Segunda Brigada de Desminagem das Forças Armadas Angolanas e a Polícia de Guarda Fronteira.
Segundo o responsável, as correntes de água, em virtude das cheias que se verificaram na região, fizeram com que engenhos antes em sítios de difícil acesso fossem descobertos e desactivados pelas instituições de desminagem.
Referiu que a movimentação destas unidades é feita até agora em função das capacidades técnicas e de acordo com a especificidade das actividades a realizar, obedecendo, para o efeito, aos planos do governo da província, em parceria com a Direcção da Comissão Executiva Nacional, órgão coordenador da actividade de desminagem.
Neste momento o INAD tem enfrentado algumas dificuldades de ordem técnica, como resultado da avaria verificada nos seus equipamentos desde Março do ano em curso, quando das operações de desminagem na reserva fundiária de Xangongo, no município de Ombadja.
Apesar das dificuldades vividas, o Instituto tem realizado acções não menos importantes de limpeza de engenhos explosivos na via quilómetro 82 Xangongo-Onashalamaa, no município de Ombadja. A Brigada das PGFA tem as suas operações suspensas na via Nehone, uma das comunas do município do Cuanhama fronteira com o
Kaiundo, província do Kuando-Kubango, estando neste momento a desenvolver acções pontuais nos municípios do Cuanhama, Namacunde e Cuvelai.
Uma das actividades de impacto neste processo tem sido a educação das populações sobre o perigo das minas e suas consequências. Neste processo educativo já participaram 23 mil e 712 populares nos cinco municípios onde ate ocorreu as actividades de desminagem.
Na opinião de Mário Satipamba, a acção educativa tem como objectivo recolher informações junto das comunidades sobre a localização de engenhos explosivos e também receber das autoridades a educação preventiva sobre o perigo das minas.
Lembrou que os troços principais em que ocorreram as operações de desminagem foram Ondjiva/Kaundo, numa extensão de 254 quilómetros, a este, Ondjiva/Xangongo, 97 quilómetros, Cahama/Xangongo, 100 quilómetros, Cahama/Oncocua, município do Curoca, numa extensão de 170 quilómetros, e finalmente no troço Ondjiva/Santa Clara, 40 quilómetros a sul.

Fonte: Jornal de Angola

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