Comboio vai chegar à província do Bié

As obras de construção e reabilitação do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) até à província do Bié, vão ficar concluídas ainda este ano, anunciou à imprensa, no fim-de-semana, o presidente do Conselho de Administração do CFB, José Carlos Gomes.
O responsável, que deu esta informação durante uma visita efectuada às obras de construção e reabilitação, revelou que os trabalhos na linha-férrea, a cargo de uma empreiteira chinesa, estão a processar-se a um ritmo acelerado, e tanto assim é que já ultrapassou a localidade do Chinguar.
Carlos Gomes garantiu que os prazos para a conclusão das obras serão cumpridos e admitiu ser possível fazer chegar o comboio ainda este ano à província do Bié. “Esta é uma perspectiva nossa, de acordo com o cronograma dos empreiteiros”. Várias estações por onde passa o caminho-de-ferro estão a ser construídas e ampliadas, disse o PCA do CFB, acrescentado que todas as capitais de província, a de Benguela, Bié, Huambo e Moxico, vão ter salas de espera para primeira classe, com excepção da do Luaau, onde termina a linha férrea dentro do território nacional.

Formação de quadros

A formação de quadros constitui um dos problemas para a empresa, disse José Carlos Gomes, reafirmando ser importante o recrutamento de pessoas, mas a grande questão prende-se com a falta de um centro de formação.
“No passado tínhamos um centro de formação, mas o mesmo foi confiscado pelo Estado angolano. Com a presença da empreiteira chinesa, caso o terreno lhes seja devolvido, pretendemos construir uma escola profissional para os caminhos-de-ferro, com a dimensão regional”, disse.
Carlos Gomes referiu que a maior parte do pessoal jovem que a empresa recruta, na sua maioria para as áreas de manutenção e de locomotiva, vêm do Instituto Politécnico. “Estamos seriamente apostados na formação do homem, para que o caminho-de-ferro de Benguela, paralisado há cerca de três décadas, volte aos tempos áureos. Para o sucesso da empresa há toda a necessidade de se injectar sangue novo para a renovação dos seus recursos humanos”, realçou.

Fonte: Jornal de Angola

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