Cimeira de Brazzaville encerra sem acordo

Os países das três bacias florestais tropicais do mundo reunidos na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos Países, em Brazzaville, não conseguiram chegar, para já, a um acordo que permita uma maior cooperação institucional.
O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, que integrou a delegação angolana no encontro, chefiada pelo Vice-Presidente da República, Fernando da Piedade Dias dos Santos, em representação do Chefe de Estado, disse não ter havido acordo pelo facto de alguns países terem alegado que ainda não estão prontos para dar este passo.
Segundo ainda o ministro Georges Chikoti, outros países acham que era bom, numa primeira fase, mobilizar todas as bacias florestais do mundo para que mais Estados adiram à causa.
Apesar desta pequena divergência, Georges Chikoti considerou que a Cimeira de Brazzaville trouxe resultados positivos, na medida em que os ministros do Ambiente das três bacias florestais tropicais do mundo negociaram uma Declaração que contém um plano de acção a ser seguido, para que todos os Estados membros alcancem as etapas necessárias e depois ser rubricado o acordo.
A Declaração de Brazzaville, adoptada pelos Chefes de Estado e de Governo, recomenda aos países das três bacias florestais tropicais a trabalharem em conjunto para que, até à assinatura do acordo e a realização da Cimeira do Rio, em 2012, se possa sensibilizar a comunidade internacional a conceder recursos financeiros, que possam fazer face aos problemas com que as bacias florestais tropicais se debatem no domínio da conservação.
O ministro Georges Chikoti disse existir uma grande vontade por parte dos países para que haja uma maior sensibilidade dos consumidores de madeira no sentido da redução do consumo e do aumento da conservação. “O mais importante, para nós, foi sentir que, relativamente à Declaração, todos os países membros das três bacias acharam que ela constitui um roteiro importante para aquilo que fixaram como meta a alcançar nos próximos tempos. Todos estão cientes de que as três bacias constituem o equilíbrio da biodiversidade do mundo”, frisou.
Participaram no encontro os Chefes de Estado François Bozize, da República Centro Africana, Joseph Kabila, da República Democrática do Congo, Teodoro Obiang Nguema, da Guiné-Equatorial, Fradique de Menezes, de São Tomé e Príncipe, e Ali Bongo, do Gabão.

As bacias da Amazónia, do Congo e do Borneo Mekong representam 80 por cento das florestas tropicais do mundo, dois terços da biodiversidade terrestre e proporcionam o sustento a mais de mil milhões de pessoas.

Fonte: Jornal de Angola

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