BNA restringe concessão de crédito

O  Banco Nacional de Angola (BNA) vai restringir a concessão de crédito em moeda estrangeira às instituições financeiras, segundo um comunicado de imprensa divulgado na sexta-feira.
De acordo  com o comunicado de imprensa, o aviso, que data a 8 de Junho de 2011, expressa o impedimento das realizações de operações de crédito por desembolso, em moeda estrangeira, em qualquer dos prazos, para as finalidades de assistência financeira de liquidez, incluindo, entre outras, as contas correntes caucionadas, como a de financiamento automóvel, empréstimo bancário ao consumo, microcrédito, adiantamentos a depositantes ou descobertos e outras modalidades de crédito com natureza de curto prazo.
O comunicado refere que constituem excepção as operações de crédito a conceder junto de empresas com comprovadas receitas e recebimentos em moeda estrangeira, para proceder ao seu reembolso, assim como as operações do Estado. A presente disposição do BNA apenas permite a concepção de crédito em moeda estrangeira  para operações de investimento, cuja recuperação exija prazos relativamente longos.
O documento ainda informa que a restrição não afectará os haveres já detidos pelos agentes económicos em moeda estrangeira, nem obriga a qualquer alteração não negociada de conversão da moeda dos créditos em curso.
A decisão do Banco Nacional de Angola é resultado da reflexão sobre o facto de a economia angolana se caracterizar pela circulação de duas moedas, nomeadamente o kwanza, que é a moeda nacional, e o dólar, a moeda estrangeira.
O comunicado refere ainda que a concessão da moeda nacional é assegurada pela entidade emissora (BNA), enquanto que da moeda estrangeira (dólar) depende do resultado das exportações e do endividamento externo, o que significa que a disponibilidade da moeda estrangeira está dependente de factores exógenos.
Actualmente, ao cidadão só lhe é permitido levantar cinco mil dólares, em qualquer banco comercial, caso apresente documentos que confirmem a sua saída para o exterior do país.

 

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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