Bispo deseja entendimento e cooperação das igrejas em Angola

Luanda – O bispo emérito da Igreja Metodista Unida, Emílio de Carvalho, disse hoje, em Luanda, que o objectivo último das igrejas e confissões religiosas é o entendimento e a cooperação, visto que prosseguem o mesmo fim.

Dom Emílio de Carvalho fez esta afirmação quando dissertava o tema “As práticas religiosas e convivência social” no workshop sobre o Fenómeno religioso em Angola: Um debate recorrente.

De acordo com o bispo, a unidade das igrejas e das confissões religiosas é o objectivo último, porquanto quando o entendimento ou cooperação entre si, apesar de das diversidades que se comunga, só funcionará se as igrejas tiverem consciência das necessidades de expressão dessa unidade.

Segundo Emílio de Carvalho, no meio da proliferação alarmante de igrejas e a rivalidade crescente entre grupos religiosos no país, que trazem grupos e doutrinas diferentes, acrescidas a diversidade cultural e linguística de Angola constitui uma tarefa de estudos primordial nos dias de hoje.

Para o religioso, isso deve ser a preocupação dos dirigentes das igrejas, porque não está apenas “em jogo” a unidade nacional, mas
fundamentalmente a unidade do corpo de Cristo que todos são parte.

No país, acrescentou, onde estão cerca de mil congregações religiosas, se constitui numa proliferação que preocupa não só o Estado mas toda sociedade, porquanto a convivência social não se inventa nem se obriga.

O evento realizado pelo Ministério da Cultura, com a duração de dois dias, almeja resultados como aperfeiçoar a comunicabilidade de referência com vista a obtenção de maior informação sobre as religiões em Angola, bem como o fenómeno do aparecimento de novas denominações religiosas e o seu impacto nas comunidades.

Identificar os factores que promovem a conversão dos cidadãos as diferentes denominações cujas práticas chocam com as culturas angolanas, bem como ajudar o executivo a encontrar os melhores caminhos com vista a normalização da sociedade, são outros resultados pretendidos.

Fonte:angop

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