Bancos de risco enfrentam restrições

Em Londres existem alguns bancos de risco sujeitos a limitações
Em Londres existem alguns bancos de risco sujeitos a limitações

A Autoridade Reguladora de Prudência do Reino Unido, que no próximo ano passa a ter a regulação financeira sob a sua tutela, quer ter pulso firme sobre os bancos britânicos de risco. Para isso, pretende restringir os dividendos e os bónus da banca, e fixar limites ao endividamento.
As entidades financeiras que a Autoridade Reguladora de Prudência do Reino Unido (PRA, na sigla em inglês) considerar serem um risco para a estabilidade financeira terão os seus dividendos e bónus restringidos e ficarão sujeitas a limites ao endividamento até que as suas actividades estabilizem, anunciou ontem aquela entidade em comunicado citado pela Bloomberg.
“Esta abordagem supervisora, para ser eficaz, terá de se basear na avaliação de riscos futuros”, salientou Hector Sants, que irá tomar as rédeas da PTA e que é actualmente CEO da FSA (Autoridade dos Serviços Financeiros).
Sants tem defendido uma regulação mais “intrusiva” desde que a crise financeira global teve início. O Governo britânico está a avançar com as maiores reformas da regulação financeira desde 1997, acabando com a FSA e passando, em 2012, os seus poderes de supervisão para o novo regulador, a PRA, que está sob alçada do Banco de Inglaterra.
Este plano de reforma irá também criar um Comité de Política Financeira dentro do banco central britânico, destinado a monitorizar os riscos que se colocam à estabilidade financeira.
Por outro lado, as vendas a retalho subiram mais do que o esperado em Abril no Reino Unido, após o feriado adicional pelo casamento real e as temperaturas mais quentes do que o normal nesse mês impulsionarem as vendas de alimentos, roupas e calçado. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas, o volume de vendas pelo sector retalhista britânico subiu 1,1 por cento em Abril, em relação a Março, e 2,8 por cento em relação a Abril do ano passado. É o maior aumento mensal para o mês de Abril desde 2002.
Economistas esperavam uma elevação mensal de 0,7 por cento das vendas e anual de 2,4 por cento, segundo pesquisa conduzida pela Dow Jones. As vendas de roupas, produtos têxteis e calçado avançaram 2,2 por cento.

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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