Associação de defesa ambiental fundada na província do Namibe

A Associação dos Defensores do Ambiente (ADA), sedeada na província do Namibe, foi apresentada, no final de semana, no anfiteatro da Escola Superior Politécnica.
A governadora da província, Cândida Celeste da Silva, é membro honorária da associação, enquanto o director provincial das Pescas, Isaac Kativa, ocupa o cargo de presidente de mesa da assembleia.
Para a presidência de direcção foi indicado Francisco Manuel paixão. O director dos Registos, Eduardo Lamba, é o secretário-geral.
Fernando Manuel Paixão disse que os objectivos principais da associação passam pela defesa e protecção da qualidade ambiental na província, que é, como referiu, uma tarefa de todos os naturais e amigos daquela parcela do país.
A associação tem, também, como objectivo chamar a sociedade civil a participar activamente na limpeza, embelezamento e na criação de espaços verdes com a plantação de árvores, combatendo assim a desertificação.
O desenvolvimento demográfico e urbanístico da cidade do Namibe tem de ser acompanhado com práticas de defesa e protecção ambiental, que só a referida província oferece, realçou o presidente da associação.
O aproveitamento dos quadros formados nas cadeiras de engenharia ambiental e biologia marinha pela Escola Superior Politécnica, de forma a contribuírem grandemente com o seu saber no melhoramento e protecção do meio ambiente, foi um dos apelos lançado por Fernando Manuel Paixão.

“O meio ambiente é o condicionador da existência do homem na
Terra, daí que a sua preservação é uma tarefa de todos”, disse o responsável.
Fernando Manuel Paixão disse que a criação da ADA foi motivada por estudos académicos em prol da defesa do ambiente. O estudante Felisberto Njungo disse ser benéfico que os dirigentes da província se preocupem com as questões ambientais e criem uma associação que poderá melhorar as questões ligadas a nível da província do Namibe. “Vivemos numa província desértica, onde é necessário plantar árvores e limpar as praias de forma permanente, uma vez que estas são o ponto atractivo dos nossos visitantes, mas, para o efeito, há a necessidade de todos nós nos unirmos para que tenhamos um Namibe cada vez mais saudável, em termos ambientais”, explicou.
A governadora Cândida Celeste da Silva, membro honorária da associação, chamou a atenção para a necessidade de se combater a deposição do lixo em locais impróprios, assim como o abate indiscriminado de árvores para a produção de carvão por parte das populações mais desfavorecidas e a exploração anárquica de inertes, que provocam erosões.
“ Estou muito feliz com a iniciativa dos munícipes que se mostram preocupados com as questões ambientais e só será possível combatê-las se todos colaborarmos e, assim, poderíamos também evitar catástrofes naturais”, acrescentou. A governadora pediu aos membros da associação e a todos os defensores do meio ambiente a aderirem de forma continuada ao projecto “Minha planta, minha xará”, lançado há dois anos, para que o Namibe se torne mais “verde, embelezado, requalificado” e, consequentemente, combater a desertificação.

 

 

 

Fonte: Jornal de Angola

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