Amostras de água do Luso revelam restos de fezes

A direcção de Energia e Águas do Huambo desaconselha a população a consumir as águas minerais de marca Luso, Chela e Rei do Líbano, onde foi detectada uma substância nociva de nome coliforme fecal. As autoridades provinciais têm estado a analisar em laboratório as diferentes marcas de água mineral ou de mesa existentes no mercado local.
“Efectuámos uma campanha de análises à qualidade das águas comercializadas e consumidas pela população do Huambo e das 24 amostras recolhidas em diferentes estabelecimentos comerciais da cidade do Huambo concluiu-se que a água da Chela, Luso e Rei do Líbano não reúnem condições para o consumo humano”, refere um comunicado da Direcção de Energia e Águas do Huambo.
Segundo a fonte, foi detectada uma substância de nome califorme fecal nas marcas de água mineral que, de acordo com um especialista em medicina, existe nas fezes humanas e e nocivo à saúde.
O contacto da água com esgotos domésticos ou sangue de animais pode transmitir microrganismos causadores de doenças.
Os parâmetros bacteriológicos admissíveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS) determinam que a água para o consumo não pode conter nenhuma bactéria patogénica.

Caso de poliomelite

As autoridades sanitárias da província do Huambo identificaram na aldeia da Malanga, perto da comuna do Tchiumbo, município do Catchiungo, um caso suspeito de poliomielite numa criança.
A informação foi divulgada quinta-feira ao Jornal de Angola pelo supervisor provincial de vigilância epidemiológica da direcção provincial da Saúde do Huambo, Isaac Kassendje.
De acordo com o supervisor provincial da vigilância epidemiológica, é prematuro avançar mais dados, porém, há fortes indícios de este não ser o único caso na região.
“O certo é que nesta aldeia de Malanga foi registado um caso de paralisia flácida aguda, numa criança de oito anos e temos de estar atentos a sinais suspeitos noutras crianças”, afirmou.
Isaac Kassendje afirmou que a criança adquiriu a paralisia flácida no lado esquerdo dos membros superior e inferior.
O caso foi diagnosticado segunda-feira pelas autoridades sanitárias do município do Catchiungo, quando faziam acções de balanço da campanha de vacinação contra a poliomielite na aldeia de Malanga.
Isaac Kassendje garantiu que foram tiradas amostras para serem observadas a partir de um laboratório credenciado, para depois a população ser informada do tipo de doença.
A localidade da Malanga, na comuna da Tchiumbo, dista 15 quilómetros da vila sede do município do Catchiungo, onde durante o fim-de-semana passado, foram vacinadas 2.550 crianças.
De acordo com dados estatísticos do sector da saúde, durante a terceira fase de vacinação contra a poliomielite, as autoridades sanitárias a nível da província do Huambo vacinaram mais de 300 mil crianças menores de cinco anos.
O caso suspeito detectado na aldeia da Malanga obriga as autoridades sanitárias a redobrar a vigilância, para actuarem em caso de surgirem novos casos.

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