Alunos desmaiam em plena aula

Um grupo de 20 crianças que desmaiaram na quarta-feira, em plena sala, na aldeia do Yabi, a 17 quilómetros a Sul da cidade de Cabinda, foram evacuadas para o hospital central local, onde recebem assistência médica.
O quadro clínico das vítimas não inspira preocupação, tendo em conta a eficácia da assistência médica que estão a receber a partir do banco de urgência, apesar de 12 delas terem voltado a desmaiar durante o percurso da aldeia de Yabi até à cidade de Cabinda.
O secretário provincial da Saúde, Carlos Zeca, disse ao Jornal de Angola que “a situação está controlada” e que as crianças já apresentam bons sinais de recuperação.
“O quadro clínico das crianças era preocupante horas atrás, mas graças o empenho da equipa médica e dos enfermeiros que, prontamente, prestaram a devida assistência às crianças, foi possível fazer-se a triagem para dar os primeiros socorros, de modo a evitar-se a perda de vidas humanas”, disse.
Carlos Zeca referiu que os exames efectuados às crianças deram negativo, mas, para um melhor controlo, há toda a necessidade se aprofundarem os testes médicos no Hospital 28 de Agosto, onde já existe uma equipa multidisciplinar composta por médicos, psiquiatras e psicólogos para acompanhar o evoluir da situação.
O responsável da Saúde diz ser prematuro prognosticar as causas que terão provocado o desmaio das 20 crianças, mas prometeu que tão logo a equipa multidisciplinar conclua o trabalho, “estaremos em condições de informar o que esteve na origem destes desmaios”.
“Não posso avançar neste momento um prognóstico de probabilidade, mas presumo tratar-se de problemas de fórum psíquico”, disse o também médico obstetra Carlos Zeca.

As crianças que desmaiaram estão na faixa etária dos 10 aos 16 anos e são maioritariamente do sexo feminino. A secretária provincial da Educação, Berta Marciano, disse estar “muito comovida com a situação” e já agendou um encontro de urgência com as comunidades da aldeia do Yabi, regedoria, administração municipal de Cabinda e o pessoal que vive nas tendas, para se apurarem os factos.
Berta Marciano acrescentou que tem sido frequente registar situações de desmaio no referido local onde residem indivíduos reintegrados, “daí não se excluir a possibilidade do caso ser de foro tradicional. As comunidades dizem que se devem cumprir alguns rituais, porque o local onde foi instalado o acampamento para acolher os regressados é aposento de sereias e não devia ser ocupado, um caso cuja verdade é da responsabilidade das autoridades tradicionais locais”.


Fonte: Jornal de Angola

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